Ego em TI

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Davambe

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A desolação era geral lá na terra dos Elefantes, próximo de murunduá. Remota terra. Sem pássaro nem carência, depois que o Leão tomou conta as propriedades prosperaram, mas alguém se tornara insuportável. Creio que o caríssimo leitor ainda se lembra do “Leopardo que Urinava no Cágado”.

A notícia do fato chegou ao povoado e deixou a classe dos Cágados indignada e o Cágado ofendido começou a se incomodar com o Leopardo, de modo que arquitetou uma demanda para as próximas urinadas.

Estava lá debaixo da árvore, sorridente, bem do lado da máquina do café. Como de costume o Leopardo se dirigiu ao Cágado para mais uma mijada.

– Dessa vez não – disse o Cágado com as patinhas do lado de fora, tentando se comunicar.

– Qual é? – Retorquiu o Leopardo.

Estabeleceu-se um diálogo entre os dois, fato esse que não era comum. O Cágado estava saturado e achava-se no direito de dar um trocado e um basta às urinadas do Leopardo.  Mas o brutamonte olhou o pequeno réptil tentando se manter com a cabecinha do lado de fora. Sem levar a sério a zanga, o Leopardo insistia em Urinar como sempre, mas dessa vez não lhe foi permitido. O Cágado disparou sobre o Leopardo.

– Pá, paraah, putzi, pó.

O Cágado continuava a disparar seu jato, ferindo o ego do Leopardo, que saiu correndo a tropeçar em todos que assistiam à discussão.

O Leopardo refugiou-se na sua palhota. Um dia se passou, mais um dia se foi, uma semana, um mês e nada do Leopardo aparecer para a labuta. Nunca mais deu as caras. Há quem diga que se sentindo profundamente magoado morreu de fome trancado na casinha com o medo de aparecer em público, acrescentava que seu ego fora aniquilado pelo Cágado.

– Uia ele não era o poderoso? Perguntou a Gazela.

– Pois é cada uma. Lá se foi o corajoso – confirmou o Elefante.

Todos movidos de boa vontade compraram um panettone e foram a procura do Leopardo com pretexto de desejar-lhe boas festas.

– Ingrato nem apareceu para receber o presente – comentou o Elefante Cinzano

– Acho que a urina do Cágado matou o Leopardo – Sugeriu a Gazela.

– Será? – Questionou o Leão.

Todos já inquietos regressaram sem avistar o poderoso.

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Davambe é consultor de TI, mais de 25 anos de experiência em TI, Professor, Escritor, Autor dos romances: O Segredo da Felismina, Tanto Lá Quanto Cá e a Sereia de Tupa.

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Davambe

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