Era uma vez uma democracia latina que não sabia lidar com a crença do pecado…

Dr. ETFM

Será que é fantasioso almejar uma nação em que pessoas com concepções diferentes de ética e moral possam conviver bem: isto é, sem tentar se oprimir mutuamente?  Para mim seria utópico apenas em dilemas muito extremos. Por exemplo, me parece plausível que 99% dos seres humanos não concordariam com uma comunidade de pais tendo relações sexuais com suas filhas desde o nascimento; fazendo-as de suas concubinas infantis. Antes creio que defenderiam uma intervenção sobre a liberdade filosófica destes: prendendo-os e penalizando duramente, mesmo que as crianças até preferissem viver com seus genitores nestas condições. Porem, será que também 99% da minha espécie (ao menos os latinos) acreditaria ser possível viver numa sociedade com respeito mutuo entre indivíduos que creem em pecado e outros que não creem nisso? Estas duas facções -crentes e descrentes (Bíblicos)- não poderiam interagir amigavelmente, apesar de haver algumas irrelevantes diferenças ideológicas?  Neste texto farei questão de ser um pouco repetitivo para discutir elementos (para mim) racionais e inconfundíveis, tanto sobre homossexualidade (orientação sexual mutável) quanto sobre a correlata sodomia (ação sexual pecaminosa) e outros equivalentes pecados (homos) sexuais. Acredito que as diferenças deveriam ser bastante óbvias e os variados posicionamentos compreensíveis e respeitados num pais de base cristã. Só não irei entrar em maiores detalhes sobre a transexualidade (identidade de gênero mutável) porque os mesmos raciocínios -desenvolvidos aqui para a homossexualidade- seriam replicáveis para este outro elemento do perfil sexual humano, ambos muitas vezes temporários.

Era uma vez uma democracia latina que não sabia lidar com a crença do pecado...
Era uma vez uma democracia latina que não sabia lidar com a crença do pecado…

Atualmente, a categoria pecaminosa escolhida para servir de estandarte de uma falsa intolerância civil (que na verdade é religiosa) é justamente a crença no pecado da Sodomia. Milenarmente, Sodomia seria um conjunto de concretos atos libidinosos entre indivíduos do mesmo gênero/sexo. Trataria-se portanto de quaisquer ações voluntárias (inclusive pensamentos) com fins homoeróticos, que configuram pecado independente da suposta orientação sexual dos agentes. Enquanto isso, a orientação homossexual seria uma abstrata atração ou afeição erótica relativa ao mesmo gênero/sexo, que não configura pecado isoladamente (pois não representa uma ação). Infelizmente, usam-se os termos homossexualidade ou homossexualismo ora como orientação sexual (que não seria pecado), ora como pratica sexual (que seria pecado); confundindo os argumentos e interpretações em celeumas tanto no meio religioso quanto no secular. E não se pode ignorar ainda que -para alguns pesquisadores- as sodomias teriam uma identificação ainda mais abrangente e histórica: quaisquer atos lascivos, luxuriosos, impuros, fornicadores, sensuais ou concupiscentes com uma criatura que não um ser humano do sexo oposto (ou seja, parafilias também seriam contempladas neste conceito). Por isso, não adianta tentar incluir –por livre e espontânea vontade- este pecado sexual como elementos da pratica crista licita e agraciada por Deus (teologia inclusiva?). Ora, eufemizar a condenação de quaisquer praticas pecaminosas soluciona tanto um possível dilema cristão, quanto propor fazer as pazes com Satanás (talvez) por meio da sua adoração (apostasia inclusiva?). Ambos -sodomia ou idolatria- jamais estarão sobre as bênçãos do fundador do cristianismo; pois não há suporte bíblico para concessões ou adaptações na hamartiologia. Aos desavisados um alerta: não se iludam com tamanha boa vontade de pseudo-teólogos lgbtt para alargar /facilitar o caminho do Céu… de “boas intenções” como esta (mudar os estatutos da divindade a qual se deseja servir) o inferno já deve estar cheio! Para quem não se adapta as abdicações cristãs; o melhor seria buscar outra religião (há varias) que não possua a crença em proibições sexuais, do que seguir conflituosamente uma que jamais se adaptará aos desejos humanos: antes promete aos orgulhosos ou inocentes pecadores um eterno lago de fogo, concordem ou não.

E mesmo para os que consideram apenas o limitado conceito de sodomia como uma mera penetração anal; aviso ainda que mesmo excluindo todos os versículos que citam estas palavras (sodomia/sodomita): Jesus ou seus apóstolos  continuam restringindo -em várias outras passagens – qualquer manifestação e experimentação sexual ao exclusivo contexto matrimonial natural (1macho X 1femea). Similarmente, a exclusão de todos os versículos que citam a palavra idolatria também não prejudicariam em nada a restrição doutrinária dos atos de adoração; Biblicamente destinados a divindade exclusivamente. Isto é, ainda permaneceria acessível as vivencias libidinais/sensuais exclusivamente entre duas pessoas casadas de sexos opostos; tal qual permaneceria acessível as praticas de veneração/culto exclusivamente entre qualquer ser humano e seu único Deus. Isso significa que as mesmas praticas direcionadas/exercidas para outro objeto não autorizado (que não o conjugue ou que não a trindade, respectivamente) ainda configurariam pecado bíblico: simples assim! Basta ao Messias e seus súditos–nestes casos- ter orientado a única forma de adorar ou de praticar a sexualidade licitamente; para excluir automaticamente (pelo rótulo pecaminoso) todas as outras possibilidades de adoração e de experimentação sexual. Entendeu? Mas, assim  como para os milhões de brasileiros leigos em teologia cristã, imagino que bilhões de ocidentais contemplando nossa tendenciosa mídia poderão interpretar que gostar ou não de caricias sodômicas, assim como sentir ou não uma pulsão  amorosa homossexual seria um estranho divisor de águas (essencial?) para uma republica em desenvolvimento viver em guerra ou paz. Será possível que a simples valorização (ou desvalorização) de apenas uma das dezenas de pecados do novo testamento deveria ser suficiente para tanta controvérsia?

Primeiramente, não seria possível que os prevalentes Heterossexuais Cristãos aceitassem que há outros seres humanos que veem atos sodomitas (segundo conceito milenar) como algo recomendável? Pois julgam serem apenas coerentes com o que sentem (orientação homossexual). E não seria possível também que os  incidentes Homossexuais não Cristãos aceitassem que há vários seres humanos que veem os mesmos atos sodomitas como repreensíveis? Pois julgam que apenas impedem a salvação que Jesus oferece condicionalmente (cristianismo Bíblico). Não por acaso, o saudoso Nazareno deixou bem claro que (repito) só há uma opção não pecaminosa para se experimentar e manifestar a sexualidade humana (Mateus 19, por exemplo): por meio do casamento com alguém do oposto sexo; independente da suposta orientação sexual dos conjugues. Similarmente seus apóstolos ainda detalharam tipos de pecados sexuais, que coerentemente reafirmam a inquestionável restrição de Jesus. Dos quais exceto o adultério, todos podem ser cometidos tanto por heterossexuais quanto por homossexuais solteiros: Lascívia, luxúria, impureza, fornicação, sensualidade, concupiscência e Sodomia. Também não por acaso, o adultério (enquanto pecado bíblico) só pode ser cometido por conjugues humanos de opostos sexos (geralmente heterossexuais). Pois uma pretensa aliança matrimonial congênere não configuraria casamento, tanto quanto não configuraria uma família cristã o possível vínculo amoroso com objetos inanimados ou com outras espécies. Desta forma, qualquer traição/infidelidade ao contrato homossexual continuaria sendo apenas sodomia (se com o mesmo gênero) ou um dos demais pecados sexuais (se com o oposto gênero), mas jamais adultério. Logo, não deveria ser difícil perceber que acreditar na Bíblia não é o mesmo que perseguir ou escravizar aquele que não crê; já que se trata simplesmente de um elemento de fé milenar (imutável) relacionado ao alicerce de uma tradição religiosa. Esta fé –inclusive- já estava muito bem solidificado na cultura brasileira há décadas, sem maiores conflitos ate a militância gay usurpar a fé cristã.

Não se pode ignorar que alguns lideres LGBTT tem sido muito articulados (e dissimulados) politicamente neste tópico; de forma que já tem pelo menos dois projetos de leis descaradamente voltados não só para calar os cristãos heterossexuais (retirando direitos destes), mas principalmente para facilitar a expansão terrorista (concedendo-se super-direitos) de imorais pensamentos LGBTT: especialmente o livre aliciamento sodômico do publico infanto-juvenil. As desculpas para suas propostas obviamente inconstitucionais todos já conheceram até em novelas: a velha ladainha discriminatória dos sentimentos e emoções de uma minoria indefesa e frágil? Ou as crescentes mortes de homossexuais, mesmo morrendo absolutamente e proporcionalmente muito mais heterossexuais? Ora, as reais evidencias sob o mesmo (míope) algoritmo de alguns cientistas pró-LGBTT sugeririam apenas uma epidemia de heterofobia; ou a elevação do homossexualismo ao status de fator de proteção para assassinatos. Apesar disso; estes pretensos absurdos legislativos ainda não tiveram uma replica a altura, pois não ha nenhum projeto de lei voltado –em similares moldes- para calar os LGBTT, nem para papagaiar inescrupulosamente qualquer valor cristão entre crianças e adolescentes (especialmente nas escolas). Mas, creio que se não houver um consenso maduro logo, acabarão se desenvolvendo também propostas anti-cristofobia simplesmente para combater as pretensas leis (cujo PLC122 é só um exemplo light) discriminatórias para os seguidores de Jesus e seus apóstolos (>50% deste País). Seria esta a solução final para equilibrar os preconceituosos planos pró-gay, eminentemente antidemocráticos? Espero que não seja necessário, sinceramente.

Como já disse, (reafirmo) tanto a sodomia quanto os demais pecados (homos) sexuais compõem apenas alguns dos pecados bíblicos: ações que não se confundem com a simples orientação homossexual (conforme definido modernamente), mas se tratam –sim- de atos a ela muito relacionada também! Ou seja, pode-se ser homossexual (enquanto orientação sexual) e não ser sodomita ou lascivo (ação sexual correlata), tanto quanto ser heterossexual e não fornicador ou concupiscente; ou ser casado e não adúltero ou  impuro. Alguns pesquisadores inclusive supõe que o apostolo Paulo seria um exemplar dessa incidente e ignorada combinação: homossexual não sodomita. Será? Tanto faz! Sendo um celibatário voluntário e confesso; este historicamente se absteve de qualquer dos pecados sexuais citados acima (desde que se converteu a Jesus, pelo menos); de forma que seria o melhor parâmetro de como um homossexual poderia ser um cristão verdadeiro (praticante) se assim desejasse: abdicando dos pecados ou se arrependendo deles (inclusive dos sexuais)! Similar a este apostolo, nunca pratiquei sodomia; mas diferente dele já efetivei quase todas as demais iniquidade bíblicas; de forma que me arrependo diariamente apenas por crer no Santo Livro. Para certos lideres LGBTT, cristãos “sodomofóbicos” (que apenas consideram sodomia pecado?) como talvez eu e o apóstolo Paulo; também deveríamos ser tachados e convenientemente confundidos  como potenciais criminosos homofóbicos (odeiam e querem prejudicar homossexuais?). Não preciso lembrar que o (cotidiano) uso desconexo de um termo psiquiátrico –fobia- apenas para insultar os discordantes da “soberana opinião sexual LGBTT militante” configura um crime de calunia, difamação ou injúria; quando não corresponde também à ignorância intelectual.  Afinal; Identificar e se abster de pecados deveria ser apenas mais um óbvio direito dos cidadãos brasileiros, pelo menos aos olhos dos cidadãos de bem.

Será que devido a minha fé e características de comportamento sexual, poderei ainda ser apelidado ou ate penalizado como fornicofóbico, adulterofóbico, sensualofóbico, luxuriofóbico, impurofóbico, concupiscensofóbico e lascivofóbico? Afinal eu reconheço, repudio ou me arrependo de todos estes pecados correspondentes. Será que os paladinos LGBTT vão propor ainda outros projetos de lei para cada um dos demais pecados sexuais que os cristãos reprovam (ainda que alguns cometam), mas eles curtem e propagam levianamente? Vamos logo criar uma Laica” constituição pró-LGBTT então! Ou vamos rachar o território nacional proporcional a prevalência sexual: 3% do melhor Brasil (São Paulo?) para os 3% homossexuais! Afinal, não conseguem ou não querem entender que o cristianismo de Jesus (e dos seus apóstolos, dos pais da igreja, etc) simplesmente não tem tolerância com quaisquer pecados; que são sempre ações? Mas esta religião (seu fundador) tem tolerância espiritual apenas com o pecador que os reconhece, arrependendo-se de todos e se esforçando até a morte para não cair em tentação novamente. As diretrizes exclusivas da sexta Aliança de Deus com os Homens (que querem compromisso com este Deus) estão expostas de Mateus a Apocalipse para quem quiser conhecer. E não precisa acreditar na Bíblia para interpretar imparcialmente e criteriosamente que apenas estes são os verdadeiros filhos (adotivos) de Jeová: os que por fé evitam e demandam perdão dos pecados mencionados pelo messias e seus 13 eleitos (12 apóstolos + Paulo).  Surpreso? Acredite: é tão tolerável que alguns não acreditem nisso, quanto esperasse que estes mesmos alguns devam tolerar quem acredita. Ora, Biblicamente “qualquer coisa” é uma criatura de Deus, mas filhos adotivos só são os que carregam o fardo de cristo, que requer obediência e sacrifício… e isso depende apenas de muita convicção e coerência (ou fé cristã).

Como muitos já perceberam, o alvo do cristianismo nunca foi a autonomia ou libertinagem de fazer o que quiser para ser feliz. Pelo contrário, Jesus e seus apóstolos deixaram bem claro que sua oferta redentora dependia especialmente de se renunciar desejos e vontades para se tornar ou permanecer salvo.  “Arrependei-vos, ide e não pequeis mais” dizia repetidamente o Filho de Deus e seus missionários ungidos. E certamente nas igrejas cristas há pessoas que desenvolveram desde a sua infância/adolescência desejos homossexuais (até 3%?) por diversos motivos geralmente compreensíveis (causais?). De forma que muitas  delas até já experimentaram atos sodômicos em reação a estas atrações. Mas, sendo racionais e fieis a Jesus; muitos escolheram não dar mais vazão aos prazeres pecaminosos (homossexuais ou não). Acaso poderiam ser felizes se refreando deste tesão propulsor de iniquidades espiritual? Muitas dizem que Sim! Conforme Jesus e Paulo recomendam: algumas aprenderam a satisfazer sua existência e proposito sem dar vazão à sexualidade (seja a versão homo, hetero, bi, pan, pedo ou zoo), enquanto outras ate redirecionaram seu objeto de desejo sexual e se adequaram a um conjugue do sexo oposto (única alternativa ao celibato). Será possível? Ora, se uma simples estrutura física prisional interfere poderosamente nos discretos desejos homossexuais (Pregressos ou Reativos?) de convictos detentos; certamente uma estimulante fé religiosa pode também interferir nos potenciais desejos heterossexuais até de indivíduos outrora mais homo-afetivos (bissexuais?). Há fartos testemunhos e provas cientificas sobre este evidente fato –mudança de orientação ou de identidade de gênero sexual– como o de Joide Miranda (irmão em Cristo). E assim como um predominante heterossexual pode viver feliz e salvo sem cometer lascívia ou fornicação antes do seu casamento; Também um individuo predominantemente homossexual (inclusive bissexual) pode viver feliz e salvo se mantendo casto –sem sodomia ou outros pecados sexuais- durante toda a sua vida. Como diria Jesus, “nem todos são aptos para o matrimonio” de fato; mas a única alternativa restante para os demais prosélitos seria uma “cruz” de abstinência pelo resto da vida. Por isso relembro: quem não quer abdicar dos prazeres homossexuais precisa procurar outra fé que não lhe penalize eternamente por estes atos, em vez de se iludir numa “customização” particular do cristianismo: que incoerentemente apenas negaria a (fé na) validade do próprio cristianismo.

Para compreender que o cristianismo Bíblico não e homofóbico, apenas se propõe a promover o autoexame espiritual e (aos que creem) perdão de pecados (um direito, não?); bastaria ler o novo testamento exegeticamente. E quem já leu este conjunto de livros não precisa de doutorado em hermenêutica para abstrair que -para Deus- a simples mentira e tão abominável quanto à idolatria, uma lascívia da mente e tão abominável quanto um físico adultério, uma simples glutonaria é tão abominável quanto o assassinato; ou que atos sodomitas são tão abomináveis quanto à apostasia da fé. Ou seja, sobre uma ótica teológica cristã, todos os pecadores são tão dignos do inferno quanto qualquer um deles, caso não se arrependam. Isto significa que a melhor pessoa que você já conheceu e o pior ser humano que você acha que já existiu teriam a mesma condenação; se apenas um dos seus tipos de pecados não tiver sido reconhecido, renunciado e -finalmente- redimido por Jesus. Os não cristãos podem ate achar isto sinistro e injusto demais, mas é exatamente como as escrituras ensinam e como a maioria brasileira crê. Logo deve ser respeitado! Inclusive; é por isso que para esta maioria heterossexual crista não é estranho emparelhar teologicamente -sem discriminação ou preconceito civil- as praticas relativas à homossexualidade (sodomia e demais pecados homossexuais) a certas infrações e crimes da nossa legislação (assassinato e furto, por exemplo). Sob a lógica bíblica estão -sim- embaixo do mesmo guarda-chuva: são equivalentes pecados em (equivalentes) pecadores que caminham para o (equivalente) inferno, se não se arrependerem (equivalentemente) em vida. Ou seja, para os cristãos instruídos não há brechas para se confundir uma crença teológica com a discriminação sexual ou com o preconceito civil; como alguns lideres LGBT insistem em misturar e generalizar cinicamente devido a tendenciosas intenções: se fazerem de vitimas para cobrar privilégios; claro. Mas trata-se simplesmente de fé: acredita e segue quem quer ! Por que para alguns “parece” ser tão difícil de entender algo tão óbvio?

Entretanto, talvez pela parcialidade da mídia brasileira; sugere-se ou inconscientemente se deduz haver muitas pessoas que não creem em pecado e querem calar os que creem; enquanto haveria muito mais que creem em pecado e querem calar os que não creem, o que não é verídico. E além destes dois grupos antagônicos e igualmente minoritários (e iníquos); há outros dois congruentes e em muito maior representatividade numérica. Estes outros dos quais sou um dos membros correspondem aos que:  creem em pecado e respeitam os que não creem; ou não creem em pecado e respeitam os que creem.  Ficou claro? Certamente quero manter meu direito de professar a fé bíblica, tanto quanto respeito o direito de professarem elementos opostos a ela respeitosamente. Então, se a grande maioria cristã heterossexual e não cristã homossexual for mutuamente complacente como transparece, porque uma minoria gay (mas líder) ainda tenta propor caricatas e desnecessárias leis? Só faz sentido se estes militantes estão mal intencionados, tendo metas opressoras e não igualitárias por trás de seus tortuosos parágrafos de direitos “sobre-humanos”. Quiçá querem vingativamente retaliar a incomoda crença predominante de um destino infernal para si e seus pares. Ora, já não é suficiente surgirem inúmeras igrejas “contemporâneas” (pseudocrístãs?) que estimulam e “tornam inimputável” a sodomia, a mentira, a impureza, a lascívia, o adultério ou quaisquer outras (convenientes) categorias pecaminosas do novo testamento? Independente da (óbvia falta de) validade teológica destas tentativas de “atalhar” o caminho da salvação cristã; quaisquer crenças/seitas alternativas devem ser respeitadas. Mas parece que o suficiente seria nada menos do que a própria constituição legitimar a perseguição das demais igrejas “fundamentalistas” (cristãs?). Como ilustra um ditado adaptado: por que deveria ser tão difícil ficar “cada macaco no seu galho, sem tentar serrar o galho do outro”? Dos neuróticos e psicóticos compreendo a dificuldade, mas jamais dos seres humanos supostamente equilibrados.

Ora, alguns desta minoria obstinada ate tentam comparar (sutilmente) a orientação sexual com uma suposta identidade de raça. Certamente existe o fim de exigir cotas gays, benefícios federais e proteção superior ao de espécies em extinção. A busca do gene gay sugere esta intenção, embora acredito que só reforçaria a reidentificação patológica (de volta ao CID?)… mas duvido que exista! E mesmo com gene gay, gene transexual, gene adultero, gene pedofilo, gene zoofilo, gene XYZ; a opção racional de praticar ou não os frutos dos desejos “despertados” pelo gene permanece. Nem os psicopatas costumam perder o domínio próprio, antes optam por dar vazão as suas tentações e assumir as possíveis consequências. E a pratica sexual se trata de mais uma das escolhas racionais do individuo (a ação vinculada ao desejo, não o desejo em si); inclusive a de abdicar de atos sodomitas (sublimando um desejo correlato) para seguir jesus genuinamente. E homossexualidade ainda é apenas uma preferencia; não mais importante e nem mais influenciada pela genética e experiências de vida do que o esporte, a comida, a musica, o perfume, a arte ou a religião que mais nos identificamos. Se nem a diferença de cor de pele representa um variância de raça na espécie humana, soa tão prepotente ou humorístico uma raça de gays quanto uma dos que gostam de fluminense, de Eminem, de feijoada, de Michelangelo, de Chanel ou de budismo. Pense bem: Raça gay entre seres que dependem de comportamentos/atos heterossexuais para se procriar e evoluir? Ou seja, no fundo, parece que a maioria das contendas sobre temáticas homossexuais se trata basicamente da austeridade de alguns sodomitas (lideres) com o restritivo cristianismo bíblico. Não fosse as “segundas e terceiras intenções” de ícones LGBTT; não haveria motivo para as engenhosas falácias pró-gay e anti-hétero; as quais muitas vezes ignoram a razão e a compreensão humana que tanto deveria nos diferenciar dos demais mamíferos sexuados.

Com base na Psiquiatria, Psicologia, Sexologia e Pedagogia; ambas ainda amplamente suportadas pela Biologia, Neurologia, Genética e Sociologia; entendo ser irrefutável que a “tal” orientação sexual humana, assim como a “dita” identidade de gênero humano se constroem e até se modificam com as experiências de vida; e não apesar delas. Assim como outros sentimentos e percepções (dentro ou fora de uma igreja), a sexualidade muda, fato! As predileções humanas são visivelmente mais aprendidas/desenvolvidas em interação do que pré-robotizadas pelo DNA, graças à plasticidade de nosso cérebro aliada (para quem crê) à singularidade do Espirito humano. Quem já estudou casos de crianças organicamente saudáveis, mas criadas entre animais ou em outros ambientes muito diferentes de uma comunidade humana equilibrada (psiquiatricamente), sabe do que estou falando: inibição das potencialidades humanas, deformidade das predileções humanas, transtornos graves da personalidade humana. O que não se pode ignorar é que a natureza impulsionou nossa espécie durante milênios para que machos saudáveis se sentissem machos (e não fêmeas) e se atraíssem por fêmeas igualmente saudáveis (que se sentissem fêmeas e se atraíssem por machos saudáveis); e vice-versa. Apesar disso, quaisquer vocações sexuais minoritárias não deveriam ser (justamente agora) maquiadas e “marketeadas” como uma soberana bandeira de direitos humanos (crua politicagem) ou moeda de barganha para benefícios extras; tanto quanto não deveria ser contexto de violência fútil ou munição para discriminação religiosa. Infelizmente no Brasil, parece que o predomínio das crenças judaico-cristãs tende a gerar desconforto e ate rancor entre alguns dos que não professam a correlata fé, talvez se sentindo menosprezados ou excluídos. Ora, talvez por isso o Brasil precise muito mais de psicólogos e psiquiatras do que de leis anticristãs, inclusive porque ha muitos homossexuais e transgeneros (sodomitas ou não) que demandam apoio para sua ignorada auto reorientação ou auto reidentificação de gênero sexual.  E não posso desconsiderar que ainda há incontáveis evangélicos e católicos (dos >2/3 do brasileiros) que não sabem lidar ponderadamente com os não fiéis a Jesus (homossexuais ou não). Mas isso jamais justificaria tentar mudar nossa constituição para favorecer a um proselitismo sodomita (disfarçado, claro), paralelo a uma inquisição legislativa anticristã (nem tão disfarçado, infelizmente).

Finalizando, para ficar claríssimo: se entre as ordenanças de Jesus ou de seu discípulos estivesse mencionado que seria pecado comer carne vermelha; apesar de continuar gostando muito e ainda que tivesse orientação alimentar carnívora (em vez de onívora), eu não me alimentaria mais dela por fé. E mesmo que eu fosse (e certamente seria) caluniado de ter ódio e discriminação irracional por quem come aquilo que eu não como, tentaria manter abstinência deste tipo de alimento… inclusive das picanhas/maminhas meramente pintadas de outra cor. Diante de um equivalente do PLC 122: seria proposto que os delinquentes “mamiferofóbicos” deveriam ficar presos por três anos, quando simplesmente olharem constrangedoramente (talvez salivando ou lacrimejando?) para um cidadão mastigando seu luxurioso bife mal passado. Mas caso o “marginal psicótico” ainda agrave sua tirânica afronta recomendando ao cidadão uma alimentação à base de soja, verduras, legumes e carne branca; ainda que por mera “fé vegetariana ou similar”, deveria ficar preso por cinco anos. É isso mesmo; este é o “PLC 122”: não tem intenção de proteger homossexuais, tem apenas meta de oprimir cristãos simplesmente por crerem em pecado sexual; além de disseminar livremente a sodomia entre os mais vulneráveis psicologicamente, que são as crianças filhas predominamente dos demais cidadãos menos importantes: os “ordinários” heterossexuais cristãos.

Aos curiosos, sugiro ler comentários de juristas não cristãos a respeito apenas das implicações legais (cristofóbicas e antidemocráticas) do Artigo 16º, parágrafo 5ª da PLC 122: “O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”.

 

“Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”…

Dr. E.T.F.M

ETFM; Médico especialista em Bioética

5 resposta para "Era uma vez uma democracia latina que não sabia lidar com a crença do pecado…"

  1. Jorge Oliveira de Almeida   12/02/2013 em 05:19

    Caro senhor,
    sou engenheiro sanitarista e não filósofo, mas gostaria de fazer alguns comentários, caricatos talvez, mas que são condizentes com a Verdade. Em primeiro lugar,é anti-natural lutar contra os apelos da carne. O Homem que procura resistir aos apelos da carne, seja por motivos filosóficos ou religiosos, nunca poderá ser um cidadão normal. Terá que conviver indefinidamente com dúvidas e traumas. Por outro lado, como ouvi certa vez, é melhor ser homossexual do que rico, porque este pode vir a ficar pobre, mas aquele não tem volta!

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  2. Atena   12/02/2013 em 20:34

    Putz, que verborreia. Homossexualidade não é orientação ou escolha sexual, é uma condição inata ao ser.
    Não sou fã da citada lei, mas creio que algo deve ser feito pelo Estado para coibir a homofobia neste país de ignorantes. Se a maioria é cristã, não interessa, este país se diz laico!

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  3. Alexandre Dantas   13/02/2013 em 19:29

    Por que não discutir sobre outros pecados que muito mais pessoas cometem e, por isso, estão condenadas ao invés de focar em um grupo que aceita e discute sua situação?

    Não discordo do ilustríssimo Dr, mas por que não podemos discutir mais sobre: a desobediência deliberada (1 Rs 13.26); incesto (1 Co 5.5); murmuração (1 Co 10.5); profanação (1 Co 11.29-32); desvio (Jr 16.5,6); tentar a Deus (Nm 14.29,32,35; 18.22; 27.12-14); falsidade (At 5.10); rebeldia, não a momentânea, mas como estado (Ef 6.3), etc.

    Ou então sobre uma prática pecaminosa como o uso de preservativos, pois no Genesis 38:8,9 e 10 há claramente citando:
    “Então disse Judá a Onã: Toma a mulher do teu irmão, e casa-te com ela, e suscita descendência a teu irmão.
    Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.
    E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou.”

    Está claro que o pecado de derramar o sêmen é o de coibir que o sêmen engravide a mulher (ou o Senhor mataria qualquer um que derramasse sêmen no chão?). Isso é, o uso de preservativos, anticoncepcionais entre outros que coibem a procriação humana.

    Concluindo, há muitos outros pecados praticados por inúmeras pessoas, inclusive irmãos que, mesmo aguardando a união com sua esposa, depois praticam o ato sexual com preservativos ou anticoncepcionais, uma prática intolerável.

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    • Jorge Oliveira de Almeida   14/02/2013 em 15:57

      Caros companheiros,
      pecado só existe para quem vive o seu dia-a-dia segundo os preceitos da Igreja (seja ela qual for); para quem é ateu, como eu, tais preceitos não valem nada. Nós, os ateus, não nos guiamos pelo que este ou aquele deus, ou este ou aquele santo determina. Vivemos de acordo com a nossa educação, com o nosso conhecimento, com a nossa ética, com a nossa moral, com a nossa experiência, e não precisamos que ninguém venha-nos dizer como devemos agir em tal ou qual situação. Somos livres para pensar e
      agir, e, claro, para também assumir as consequências desses atos.

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  4. Caramuru Afonso Francisco   14/02/2013 em 09:37

    Lapidar artigo, dr. Ewerton. Democracia pressupõe liberdade de expressão, liberdade de consciência e de crença. Não se pode admitir que haja intolerância na observância da doutrina bíblica. Ao contrário do que se disse em comentários anteriores, o homossexualismo não é irreversível e exemplos inclusive mencionados pelo articulista desmentem as afirmações em sentido contrário. Afinal de contas, se querermos agir “cientificamente”, temos de nos submeter ao princípio do falseamento de Karl Popper. Devemos discutir todos os pecados, mas é evidente que existe, atualmente, uma apologia com relação ao pecado da sodomia, o que deve ser combatido pelos que defendem a doutrina cristã, pois é esta apologia que está pondo em risco a liberdade religiosa atualmente.

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