Quem Atravessará o Rubicão ?

Massucatti Neto

                Desde de tempos antigos a classe política prima pela incompetência planejada e demagogia subversiva, tanto que para manter-se no poder os políticos impõe leis que garantem sua perpetuação e intocabilidade no poder. Isso já era visto no império romano à mais de 2000 anos, havia uma lei que determinava que todo general romano que retornasse de campanha deveria antes de atravessar o rio Rubicão desmanchar seu exército, a medida visava impedir que generais vitoriosos em suas batalhas com grande fama entre o povo e apoiado pela força bélica de suas tropas, eventualmente tomasse o poder pela força.

                Ocorreu que em 49 AC um general vitorioso nas campanhas da Gália seguido de nove legiões decidiu, inconformado com a corrupção que imperava no senado romano, atravessar o Rubicão sem desmantelar suas tropas e pela primeira vez em 500 anos de republica invadir Roma para tornar-se o imperador.

CORRUPção1

                Obvio que antes que seu intento fosse alcançado batalhas se seguiram, romanos lutaram contra romanos em uma guerra civil, combatendo uma força militar superior a sua e contra um general se não mais pelo menos tão genial quanto ele, Pompeu, Cesar obteve sua vitória graças não a um erro militar, mas sim graças a ganancia dos políticos que  se preocupavam mais com os gastos que uma campanha longa causava do que com as perdas de vidas obrigaram Pompeu, que aguardava pacientemente a rendição de Cesar que viria quando suas provisões acabassem, a atacar sendo esse seu  erro pois estrategista Cesar conseguiu mesmo em desvantagem numérica vencê-lo.

                Cesar tomou o poder e pôs fim a vários de seus adversários políticos, porém em 44 AC em 15 de março foi morto pelos senadores em uma sessão, sendo sua última frase “Tu quoque, Brute filii mei!”, seu legado ficou, Roma nunca mais seria a mesma.

                Vivemos hoje momentos semelhantes, a classe política no geral é corrupta e se enriquece através da miséria e desgraça do povo, as leis impostas por esse corruptos apenas beneficiam os desonestos e ladrões, o judiciário não tem força e nem interesse para fazer cumprir nossas leis falhas, o estado promove a burocracia para esconder suas falcatruas, a mídia e os meios de comunicação alienam as massas, impostos são criados e somas abusivas são extorquidas das classes produtivas enquanto com políticas paternalistas do pão e circo o estado coopta o apoio das classes mais baixas, isso enquanto somas astronômicas são desviadas dos cofres públicos.

                 Entretanto nos falta um Júlio Cesar para atravessar o Rubicão e tomar o poder impondo a ordem, não necessariamente pela força mas eventualmente e se necessário através dela, o cidadão de bem se vê trancado e cercado enquanto os bandidos fazem o que bem entendem, está claro que o governo que temos tem apenas um interesse destruir os alicerces da democracia desacreditando os princípios básicos da liberdade, em nome dos direitos humanos o estado promove a ruptura da família e passa a mensagem para juventude que apenas os desonestos tem direitos.

                Antes dizia-se que a criminalidade era a falta de acesso à educação, alimentação e a igualdade social, pois bem hoje o governo vive propagando que alcançaram a igualdade social e que vivemos em um país sem miséria (mentira). Mas presumindo ser verdade isso então porque aumentaram as taxas de homicídios e estupros? Simples, impunidade… sim impunidade, afinal como um legislativo corrupto poderia votar leis decentes. Menores de idade são protegidos enquanto matam por esporte, presidiários são improdutivos e geram aos cofres do estado um custo altíssimo, isso enquanto famílias que tiveram seus bens tolhidos e vidas de entes queridos mortos não tem nenhuma contrapartida do estado.

                Assim como Cesar está na hora de alguém sem medo, mesmo incorrendo no risco de aos olhos da lei vigente cair na ilegalidade, atravessar o Rubicão da constitucionalidade e invadir Roma.

Massucatti Neto

Massucatti Neto é profissional de segurança privada, entusiasta de assuntos polemicos e um inestimável amigo a mais de quarenta anos

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