O Desgoverno e a Bandidagem

Lino Tavares

O Brasil perverso e pervertido em que vivemos hoje virou um enorme sanduíche cujo recheio são os cidadãos de bem, que trabalham, produzem, pagam impostos abusivos, votam e tem seus votos surrupiados pela fraude eleitoral das intocáveis urnas eletrônicas, que guardam o sufrágio pós eleitoral como um segredo de estado, a ninguém sendo concedido o direito de conferir os resultados anunciados, via de regra favoráveis “coincidentemente” aos candidatos da quadrilha gigante que ocupa o poder. Na parte de cima do “Sanduíche Brasil”, está a cúpula governista, que representa hoje o “crime organizado institucional”, que assalta o erário, usando os mecanismos de leis de ocasião, criadas por medidas provisórias aprovadas no Congresso a troco de propinas e favores inconfessáveis, conforme ficou comprovado no escândalo do mensalão.

sANDUICHE
Na parte de baixo do “Sanduíche Brasil”, cujo recheio – repito – somos nós os cidadãos do povo, estão os bandidos do “crime organizado da iniciativa privada”, representados por traficantes e assaltantes de grande porte, bem como pelos meliantes avulsos, que aproveitam o clima generalizado de insegurança, vários deles blindados pela menoridade não criminalizada, para praticar assaltos de rua e residenciais, não raro roubando vidas preciosas, para se apropriar de bens alheios, que pode ser até uma simples correntinha de pescoço.
Publico a seguir o desabafo do professor de música, Diásper Lucho, postado no facebook, no qual ele diz ironicamente ser um cara de muita sorte, porque o ladrão que tentou arrombar seu carro estacionado na calçada nada conseguiu levar, graças a uma película protetora do vidro, que acabou sendo estilhaçado, mas sem permitir o acesso do bandido ao interior do veículo. O jovem, que é meu filho, leciona em sua escola de música, na insegura cidade de Porto Alegre, das 8h da manhã às 10h da noite, tendo que transferir ao governo em forma de tributos cerca de 1/4 do que ganha na prolongada e estafante jornada de trabalho. Mas, como milhões de contribuintes deste país, não desfruta da segurança de que necessita para transitar na via pública, porque a insegurança nas grandes cidades “virou um caso de polícia”, ironicamente pela “falta de policiamento” e pela proibição do uso de armas de defesa pessoal, algo que, a exemplo do auxílio reclusão, se constitui em mais um ato generoso do governo em prol dos que “ganham a vida” atentando contra a vida de seus semelhantes.

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peugeotComo sou sortudo, essa noite tentaram arrombar meu carro quebrando o vidro da porta do motorista e não conseguiram, porque tem película de segurança, então o vidro trincou todo mas não conseguiram entrar no carro para roubar os pertences de dentro. Prejuízo de R$ 320. E nessa semana ainda paguei IPVA de 2 carros, dinheiro muito bem aplicados nas ruas maravilhosas que temos.
Ontem roubaram o estepe e o extintor de incêndio do carro da minha namorada. Explico o porquê de sermos sortudos: por não estarmos nos carros na hora em que o injustiçado-coitadinho do ladrão resolveu “trabalhar”.Estou pensando em não sair mais de casa entre 00h e 23:59 para ver se a minha sorte aumenta e nada mais grave aconteça… e também estou pensando em vender o carro, o celular, e talvez já vender um rim antes que ele seja roubado, pois pelo menos eu teria lucro nessa história…
Talvez se eu praticar uma arte marcial eu esteja mais seguro, já que arma eu não posso usar para brigar de igual para igual com os que usam (sim, conheço o papo de que eu levo desvantagem porque o bandido tem mais experiência…blá blá blá). Nesse mês meus alunos e amigos já contaram pelo menos 4 histórias de assalta a mão armado com pessoas próximas. Mas graças a “Deus” eu não fui ferido fisicamente, apenas psicologicamente, pois cada vez mais quem está vivendo preso em nossas cidades somos nós, que tentamos, dentro do possível, viver de forma mais correta no cotidiano da nossa sociedade. Muitos acham que temos que nos proteger e EVITAR sair para rua em tais horários, ou deixar o carro em tais lugares, ou usar o celular na rua…Sigo sem evitar e sempre que possível vou revidar, pois “é pela paz que eu não quero seguir admitir.

Diasper Lucho

Lino Tavares
Lino Tavares é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor

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