Islamismo – Conceitos Básicos

Gilberto Vieira de Sousa

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Este é a segunda parte das explicações sobre a doutrina islâmica, que como citado no texto anterior, é um assunto muito complexo para se tratar em uma única publicação e sabendo que o brasileiro não é muito fã de leitura, textos muito longos acabam por desencorajar os leitores.
Fragmentando o assunto também possibilita que eu possa ir tirando as dúvidas sobre o islamismo sem que eu ofenda o Islã e sem que eu deixe de mostrar elementos suficientes para que aqueles que não conhecem a doutrina possam tirar suas próprias conclusões.
No campo das doutrinas religiosas há um grande problema, pois todos os religiosos e todos os ateus são donos absolutos da verdade universal.
Ou seja, para a maioria dos fieis o pensamento é: meu deus é o verdadeiro, o único e o absoluto, mesmo que eu acredite apenas em Darwin.
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Os cristãos e os muçulmanos cultuam o mesmo Deus?

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Se você conversar com um muçulmano sobre o islamismo e perguntar sobre deus, é quase certeza que ele dirá que cristãos e muçulmanos cultuam o mesmo deus apenas tratando-o por nomes diferentes.
Alguns cristãos, principalmente pelo fato dos cristãos não serem muito dados aos estudos e por conta de que a maioria deles não saberem nem ao menos a história do messias em que acreditam, se limitando apenas ao estudo dirigido do livro sagrado do cristianismo, a bíblia, acabam acreditando nas semelhanças. Porém a verdade é que as diferenças são bem marcantes.
Alá é um verdadeiro ditador, carrasco e sanguinário, enquanto que Jeová, embora algumas denominações cristãs tentem pinta-lo como tal, a maioria das doutrinas cristãs concordam que ele tem a função e postura de pai, permitindo que o filho lhe dirija a palavra diretamente e em alguns casos, receba dele próprio seus recados e mensagens de afeto.
No islamismo é expressamente proibido ao fiel ter um relacionamento pessoal com Alá.
No cristianismo, o mensageiro Jesus diz claramente que é filho de deus e que nos somos todos irmãos.
No Islamismo, o mensageiro Muhammad, Maomé em português, diz que deus é o ser supremo que tem que ser obedecido e que ele próprio é apenas um servo.
No islamismo, o equivalente ao “Espírito Santo cristão” é o anjo Gabriel.
Os muçulmanos acreditam ainda que Jesus foi criado do pó exatamente como Adão.
O amor não é mencionado entre os 99 nomes mais bonitos de Alá.
Alá pede aos anjos que adorem Adão (Sura 2:31-34).
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Se você conversar com um muçulmano sobre o islamismo e perguntar sobre deus, é quase certeza que ele dirá que cristãos e muçulmanos cultuam o mesmo deus.

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O ISLAMISMO ANTES DE MAOMÉ JÁ EXISTIA?

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Segundo o Dr. M. Bravmann em sua obra The Spiritual Background of Early Islam (Histórico Espiritual do Islamismo dos Primeiros Dias), islamismo é “um conceito secular, denotando uma virtude sublime aos olhos do árabe primitivo; desafio à morte, heroísmo; morrer na batalha”.
Nos dias de Maomé, um muçulmano era alguém que lutava com outra pessoa e a dominava.
Hoje, muçulmano é alguém que se submete a Alá e islamismo significa submissão a Alá.
Portanto, a resposta à pergunta é sim; de acordo com estas definições, o islamismo já existia.
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Nos dias de Maomé, um muçulmano era alguém que lutava com outra pessoa e a dominava

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O DEUS DO ISLAMISMO, ALÁ, JÁ EXISTIA ANTES DE MAOMÉ?

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No geral, a maioria dos muçulmano acreditam que o islamismo, Alá e o Alcorão são conceitos revelados a Maomé, através do anjo Gabriel, porém o islamismo, Alá e grande parte do Alcorão já existiam antes de Maomé.
O nome do pai de Maomé era Abed Alá, que significa “escravo de Alá”.
A Enciclopédia do Islamismo mostra que os árabes pré-islâmicos conheciam Alá como uma das divindades de Meca.
Também já existia em Meca a pedra negra, por causa da qual as pessoas peregrinavam para lá.
Os peregrinos beijavam a pedra, prestando culto a Alá por meio dela.
A comunidade onde Maomé foi criado era pagã, com diferentes localidades que tinham os seus próprios deuses, freqüentemente representados por pedras.
Em muitos lugares haviam santuários para onde eram feitas peregrinações. Meca possuía um dos mais importantes, a Kaaba, onde foi colocada a pedra negra, que há muito tempo é um objeto de adoração.
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Em muitos lugares haviam santuários para onde eram feitas peregrinações. Meca possuía um dos mais importantes, a Kaaba, onde foi colocada a pedra negra, que há muito tempo é um objeto de adoração.
ACAABA – A Sagrada Pedra Negra Islâmica

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Quem era Alá nos dias de Maomé?

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Alá era o deus lua. Até hoje os muçulmanos usam a forma do quarto crescente sobre as suas mesquitas.
Nenhum muçulmano consegue dar uma boa explicação para isso.
Na Arábia havia uma deusa feminina que era a deusa sol e um deus masculino que era o deus lua.
Diz-se que eles se casaram e deram à luz três deusas chamadas “as filhas de Alá”, cujos nomes eram Al Lat, Al Uzza e Manat. Alá, suas filhas e a deusa sol eram conhecidos como os deuses supremos. Alá, Allat, Al Oza e Akhbar eram alguns dos deuses pagãos.
No chamado muçulmano para a oração, os muezzin clamam “Allah u Akbar”, que significa Alá e Akbar. Os muçulmanos afirmam que não estão orando a Alá e Akbar, mas dizendo “Alá é grande”.
No começo, Maomé deixava os seus seguidores prestarem culto a Alá, o altíssimo, e pedirem a intercessão de Allat e Al Oza e Mannat. Depois que conseguiu se tornar militarmente forte e bem armado, ele lhes ordenou que somente a Alá prestassem culto.
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No começo, Maomé deixava os seus seguidores prestarem culto a Alá, o altíssimo, e pedirem a intercessão de Allat e Al Oza e Mannat. Depois que conseguiu se tornar militarmente forte e bem armado, ele lhes ordenou que somente a Alá prestassem culto

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QUAIS SÃO OS PILARES DO ISLAMISMO?

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OS MUÇULMANOS VIVEM A SUA FÉ DE ACORDO COM SEIS “PILARES”

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  1. Recitar os dois credos: “Não há outro deus além de Alá e Maomé é o mensageiro de Alá.” A simples declaração desta sentença é suficiente para alguém se tornar muçulmano e garantir a sua entrada no paraíso depois da morte, apesar de que todo mundo precisa primeiro ir para o inferno.
  2. Orações: Eles precisam orar cinco vezes por dia, mas primeiro precisam passar pelo ritual da lavagem, se não Alá não ouvirá as suas orações.
  3. Dar esmolas aos pobres (Zakat): Eles têm de dar dinheiro aos pobres, para o estado islâmico, para as mesquitas, etc.
  4. Jejum: Especialmente importante durante o mês do Ramadan, que ocorre em torno da segunda semana de janeiro à segunda semana de fevereiro. Estas datas variam devido ao calendário islâmico.
  5. El Haj: É a peregrinação a Meca para os que podem. A pessoa que completar a jornada passa a ser um haji.
  6. Jihad: A maioria dos estudiosos muçulmanos considera o Jihad (que significa “guerra santa”, ou lutar contra os não muçulmanos) o sexto pilar.

Jihad, que significa

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Gilberto Vieira de Sousa

Gilberto Vieira de Sousa é Jornalista (MTB 0079103/SP), técnico em Sistemas de TV Digital, Fotografo Amador, Radioamador, idealizador e administrador do site GibaNet.com

3 resposta para "Islamismo – Conceitos Básicos"

  1. Pingback: Islamismo, saiba o que é e no que acreditam

  2. Atena   27/09/2013 em 20:23

    Giba:
    Eu assisti a um vídeo que (acho que foi postado aqui num comentário) refere não existir vestígios do profeta Maomé. Você tem algo a informar sobre isso?
    Acho sim Jeová e Allah muito parecidos, pois a bíblia traz relatos das carnificinas comandadas ou influenciadas por Jeová.
    abraços

    Responder
    • Giba
      Giba   27/09/2013 em 20:52

      Atena, o vídeo que você citou foi indicado pelo Ivani Medina, pesquisador incansável do tema religião.
      Entre alá e Jeová, ainda não descobri qual é mais sanguinário, violento, indeciso e medíocre.
      O fato é que o cristianismo já foi muito mais parecido com o islã, mas hoje é um pouco mais suave.
      Dentre todas as diferenças, a que mais se acentua é que no culto a Jeová o ser humano é filho e no culto a Alá o ser humano é apenas um servo.
      Quanto a falta de provas sobre a origem de Maomé, me deparo com o mesmo problema no cristianismo, que tem um Jesus histórico e um Jesus mitológico.
      Na história que conhecemos sobre o cristianismo, mais da metade não apresenta nenhum elemento que indique sua veracidade.
      Ainda vou abordar a falta de provas da origem de ambos, Jesus/Maomé, mas antes irei explicar o conceito de cada doutrina.
      De todas as doutrinas que estudei, a única que tem todas as provas históricas necessárias para provar que o que diz sobre sua fundação é real foi o Budismo, o restante tem inúmeras lacunas ou grandes fraudes.

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