Aécio Cesar

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            Você alguma vez já parou para pensar que há mais de cinco mil anos, arregimentamos valores filosóficos, científicos e religiosos e que em tão pouco, agradecemos a Deus pela sabedoria e em sentimento conquistados? O que nos falta para receber suas luzes mais diretas se ainda não temos a exatidão da multimilenária perícia da Espiritualidade?

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            Certamente muitos mistérios existem com a nossa espiritualidade sem contar com a Espiritualidade Maior que nos guia os passos por milenários contextos de aprendizado. É o que encontraremos nos comentários dessa semana, quando o instrutor Eusébio em sua preleção nos fala a respeito, relatado por André Luiz pelo lápis do médium Chico Xavier no livro “No Mundo Maior”. Vejamos: “Por que não represar o curso das paixões corrosivas que nos flagelam o espírito?”.

            A pergunta acima exige de todos nós o merecido esclarecimento. As paixões ainda nos dominam e é tanto esse poder sobre a Humanidade que nem mesmo a fé se salva da sua intempestiva violação. É impressionante o quanto o homem se deleita em suas podres viciações olvidando que a sua espiritualidade está em coma induzido. Até quando iremos nos submeter aos seus arvores? Quanto sofrimento ainda iremos suportar reconhecendo que a solução de tantos infortúnios está na mudança em nós mesmos?

            Para ilustrar o meu pensamento vamos ver mais uma citação do instrutor Eusébio: “Estudamos a ciência da espiritualidade consoladora desde os primórdios da razão, e, todavia, desde as épocas mais remotas, consagramo-nos ao aviltamento e ao morticínio”. A Verdade em todos os momento da nossa calamitosa história dói no nosso orgulho pernicioso, não é mesmo? E tudo isso acontece é porque gostamos de sofrer. Já nos viciamos com o sofrimento e quanto mais, mais nos imprimimos na Terra como réprobos da Criação Divina. E hajam tormentos para que o homem desperte desse alucinógeno maligno.

            As Igrejas nesse ponto deveriam realizar compêndios onde se falaria da importância da nossa espiritualidade no embate contra todos os reveses que a ilusão imprime nos sentimentos humanos. Creio que somente a Doutrina Espírita se haure em orientação nesse sentido, mas, também, não adianta falar nos feitos de Jesus, nos seus ensinamentos já tão gastos nos púlpitos e cátedras religiosas se não movemos um dedo sequer para apreender tais experiências. O curso de aprendizado demanda a prática da Doutrina que ora professamos. Por que ainda não nos militamos em seu caráter elucidativo?

            É muito fácil para muitos irmãos de credo, julgar feitos realizados com parcimônia ante tantos horrores praticados em nome de Jesus e do próprio Criador. A língua ferina não tem limites para postergar os Mandamentos de Deus. E pergunto: Por que tanto choro? Porque tanta revolta? Por que tanta violência? Todos nós sabemos da resposta, não é mesmo? Que deite, pois, em nós, o lenho da Justiça Divina. Porque hoje sabemos, sim, o que estamos fazendo e nada irá demover tanta barbárie estando-nos com o remédio curador em nossas mãos, mas que ainda se encontre bem longe do nosso coração. Concorda comigo, Leitor Amigo?

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