Bolsonaro e Mourão, a candidatura ideal para um basta à criminalidade e à corrupção

Lino Tavares

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   Depois de alguns rumores, cogitando a advogada Janaína Paschoal e outros nomes como prováveis candidatos a vice na chapa de Jair Bolsonaro à Presidência da República pelo PSL, a escolha acabou recaindo na pessoa do general da reserva Hamilton Mourão, do PRTB, fato que foi confirmado por Bolsonaro, em visita à convenção do seu partido, realizada na manhã deste domingo, em São Paulo.

   A escolha não poderia ter sido mais adequada, pois o general Mourão identifica-se, em grau, gênero e número, com as propostas mais contundentes do candidato do PSL, notadamente no que diz respeito ao combate à criminalidade e à corrupção, temas que encontram enorme ressonância entre os apoiadores da candidatura Bolsonaro, que representam hoje talvez a parcela mais significativa do eleitorado brasileiro, integrada por milhões de pessoas em todos os cantos do país, como se vê nas redes sociais.

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Depois de alguns rumores, cogitando a advogada Janaína Paschoal e outros nomes como prováveis candidatos a vice na chapa de Jair Bolsonaro à Presidência da República pelo PSL, a escolha acabou recaindo na pessoa do general da reserva Hamilton Mourão, do PRTB, fato que foi confirmado por Bolsonaro, em visita à convenção do seu partido, realizada na manhã deste domingo, em São Paulo

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   Pode-se dizer, a rigor, que o perfil ideológico de Jair Bolsonaro tem muitos pontos em comum com o do general Mourão, uma vez que ambos discordam das versões distorcidas de hoje que tentam atribuir heroísmo aos que lutaram pela implantação do comunismo no Brasil e vilania àqueles que, ao lado das forças vivas da sociedade, repeliram com tenacidade as ações nefastas dos traidores pátrios das décadas de 1960, 1970 e meados de 1980. Um exemplo dessa identidade de ideias é a defesa da memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, no tempo do “Regime Militar”, sendo acusado de práticas de tortura, sem nenhuma prova, pela chamada Comissão da Verdade, constituída de antigos militantes esquerdistas ligados aos grupos que lutavam pela implantação da ditadura comunista do proletariado no Brasil.  

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Um exemplo dessa identidade de ideias é a defesa da memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, no tempo do Regime Militar

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   Além de reforçar substancialmente a candidatura de Jair Bolsonaro, a presença do general Hamilton Mourão assume um importante papel estratégico em relação à estabilidade do futuro presidente da República, caso venha a ser eleito, haja vista desmotivar eventuais pedidos de impeachment contra Bolsonaro, por setores reacionários da esquerda, algo que seria como tentar escapar do ataque de um cão Fila, na rua, entrando num pátio guardado por um Pastor Alemão.

   O general Mourão permaneceu no serviço militar ativo até fevereiro deste ano, tendo exercido o cargos de Comandante Militar do Sul, quando fez duras críticas ao governo de Dilma Rousseff, logicamente procedentes haja vista o Impeachment sofrido pela desregrada presidente, que o exonerou do cargo, à guisa de retaliação, transferindo-o para a chefia da Secretaria de Economia e Finanças do Exército. Ainda na ativa, o general de quatro estrelas Hamilton Mourão defendeu a possibilidade de uma intervenção militar constitucional, na hipótese do agravamento da crise que envolve os três poderes da República em desmandos de toda ordem. Por motivo dessa declaração, chegou a ser cogitada uma eventual punição disciplinar ao general Mourão, algo que não se consumou apesar da pressão exercida nesse sentido por setores da mídia alinhada com as esquerdas corruptas responsáveis pelo caos institucional ora vivido pelo país. 

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Em consequência da aliança feita pelo PRTB com o PSL, lançando seu filiado, general Antônio Hamilton Martins Mourão como candidato a vice na chapa de Bolsonaro, o presidente do Partido, jornalista e publicitário Levy Fidelix, retirou sua pré-candidatura a presidente da República

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   Em consequência da aliança feita pelo PRTB com o PSL, lançando seu filiado, general Antônio Hamilton Martins Mourão como candidato a vice na chapa de Bolsonaro, o presidente do Partido, jornalista e publicitário Levy Fidelix, retirou sua pré-candidatura a presidente da República. O atual dirigente do PRTB já concorreu ao Planalto, mas  nunca alcançou números expressivos nas pesquisas de intenção de votos, até porque isso aconteceu numa época  em que a politicagem enganadora das esquerdas conseguia ludibriar a boa fé da maioria da população, demonizando todo e qualquer político que ousasse discordar do populismo do PT e seus aliados, com seus falsos programas sociais e planos de obras inacabadas, que alimentavam os esquemas de corrupção hoje investigados e punidos pela Operação Lava Jato. Trata-se de um político alinhado com a direita democrática, a quem entrevistei cerca de quatro anos atrás, como pode ser  visto no link do vídeo que contém a matéria, a seguir: 

LEVY FIDELIX RESPONDE SOBRE HISTÓRIA POLÍTICA RECENTE AO JORNALISTA LINO TAVARES 
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Lino Tavares

Lino Tavares é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor

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