Princípio Espiritual - Parte I - Gibanet.com

           Você alguma vez já parou para pensar que no princípio do nosso desenvolvimento celular, a lei exercida nas células era através da cissiparidade? Com certeza, para muitos, o cérebro vai dar um nó de tão complicado à primeira vista. Mas não é assim tão complexo. É o que veremos hoje nos comentários do livro “No Mundo Maior” ditado pelo espírito de André Luiz através da mediunidade do saudoso Chico Xavier.

            Vejamos o que nos diz o Assistente Calderaro a respeito: “O princípio espiritual acolheu-se no seio tépido das águas, através dos organismos celulares, que se mantinham e se multiplicavam por cissiparidade”. Devemos analisar bem essa citação. O princípio espiritual por si só não conseguiria desenvolver-se. Assim sendo ele “…acolheu-se no seio tépido das águas através dos organismos celulares que se mantinham e se multiplicavam por cissiparidade.” Como podemos observar aqui, foi através de organismos celulares que o princípio espiritual pôde se multiplicar usando da cissiparidade desses organismos ou seja, reprodução assexuada, melhor dizendo, clones naturais.

            Essa reprodução assexuada então se dava tendo como cromossoma principal a essência de Deus em nós. Daí encontrarmos na Bíblia que Deus nos criou simples e ignorantes à sua imagem e semelhança, ou seja, tendo em cada um de nós, o DNA de Deus envolvido em nosso genoma humano.

            Através desse desenvolvimento, vem o princípio espiritual agindo de forma sempre ascendente e nunca retrógrada. Experimentou novas formas submarinas por onde a partir de milênios incontáveis conquistou os ares da terra firme já preparada para a sua sobrevivência.

            Outra citação nos ilustrará bem o meu raciocínio a respeito: “Quantos séculos consumiu revestindo formas monstruosas, aprimorando-se aqui e ali, ajudada pela interferência indireta das Inteligências superiores?”. Aqui outro ponto para análise. Para entendermos melhor essa citação vejamos o caso da gestação humana. Assim que o espermatozoide consegue furar o bloqueio do óvulo fecundando-o, o processo de desenvolvimento corre automaticamente sem que a espiritualidade interceda mais diretamente, claro que estamos falando aqui de uma gestação normal. Por isso que nessa citação o instrutor nos ressalva a interferência indireta das Inteligências superiores nos processos de experiências do princípio espiritual nos vários reinos em que ia conquistando, assim, o seu legado a que tinha direito.

            Como podemos analisar aqui a criação do homem quanto da mulher não se deu assim no estalar de dedos ou num piscar de “olhos” do Criador. A Natureza não dá saltos. Nessa fase não existia homem ou mulher ainda. Essa diferença só seria melhor ventilada quando o princípio espiritual conquistasse as raias de um corpo físico perfeito e apto para futuros aprendizados primitivos rumo à razão mais dilatada e mais transparente quanto à sua própria existência. Comigo, Leitor Amigo? Continua…

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