Bestialidade Primária - Gibanet.com

            Você alguma vez já parou para pensar que mesmo estando num patamar de raciocínio mais amplo, ainda estamos sendo governado pelos instintos bestiais da irracionalidade? Talvez algum Homo sapiens da atualidade não aceite esse meu pensamento. Sendo assim, vamos ver o que diz o Instrutor Calderaro a André Luiz, onde ele registra no livro de sua autoria “No Mundo Maior”, através da mediunidade de Chico Xavier: “O homem das últimas dezenas de séculos representa a humanidade vitoriosa, emergindo da bestialidade primária”.

            Nos alvores da razão, estamos ainda sendo joguetes da nossa ignorância em não aprender e apreender melhor os ensinamentos que foram registrados por nossos antepassados. O quanto nos tem ensinado os Dez Mandamentos e que, em nenhum deles – diga-se de passagem – se compromete o homem de coloca-los em prática no seu dia a dia!

            A fé humana se tornou em moeda “santificada” onde o pecador paga não para que as suas dívidas sejam suavizadas, mas sim, que sejam exterminadas de vez de seu convívio. Fácil, não? Vale lembrar que não se apaga em uma existência, vícios milenares alimentados pela soberba indescritível. É um círculo vicioso onde se perde tanto aquele que faz o papel de confessor mais íntimo quanto o próprio pecador. E a roda da vida nos faz reconhecer que não será através da moeda simplesmente ou frequentar templos e igrejas todos os dias, sem usarmos o auto burilamento, que eliminaremos de nós inclinações nada desejáveis de criaturas pensantes que somos.

            O homem representa, sim, a humanidade vitoriosa em seus conceitos de filhos de Deus. Embora a sua religiosidade se enquadre nos arvores das desigualdades de crença, todas as religiões, em futuro próximo, se tornarão una, ou seja, será a Caridade a religião oficial do povo cristão.

            Tanto a população de encarnados quanto de desencarnados ainda manifestam suas vontades, uns alimentando dos outros na tresloucada insatisfação. Encarnam e desencarnam espíritos no meio de outros, que lhes atraem em seus muitos vícios e poucas virtudes. Tanto na Terra quanto no Além agrupamentos se formam diante das mazelas a que tanto se agarram. E lá se vai o espírito ungindo aos solavancos nas intempéries que próprio atrai para o seu caminho!

            A matéria constitui uma prisão, embora seja a chave da sua libertação quando o homem consciente se interessar mais com a sua reforma íntima. Enquanto perdure a sua indesejada melhoria interior todos os seus sonhos serão quais quebra-cabeças sempre faltando aquela peça que lhe comporá o quadro da sua felicidade, ou seja, amar a Deus sobre todas as coisas feitas pelas mãos dos homens e ao próximo como a si mesmo.

            Saindo, pois, dessa bestialidade primária, sentiremos em nós a paz mantenedora do equilíbrio entre Criador e criatura na sua mais perfeita união. Comigo, Leitor Amigo?

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