Enfermidades do Espírito - Gibanet.com

            Você alguma vez já parou para pensar que o espírito pode adoecer e, dependendo da situação vindo a perder a sua vitalidade perispirítica? Para muitos confrades isso é um paradoxo, um absurdo, total destempero, mas, no sentido natural aqui para esses, é falta de estudos mesmo.

            Para endossar meu pensamento e antes que atirem pedras em mim, vamos ver o que o Instrutor Calderaro diz a respeito à André Luiz que registra em seu livro “No Mundo Maior”, na mediunidade de Chico Xavier: “Em nossos círculos de ação – ou seja, nos planos espirituais; grifo meu – não nos evita as manifestações grosseiras, as quedas lastimáveis, as doenças complexas…”. Muita coisa tem aqui que ser dita. O perispírito sendo matéria, apesar de que seja semi-material, é propenso, sim, às vicissitudes que o espírito procura através do mal uso do seu livre-arbítrio.

            Um exemplo simples e corriqueiro para quem estuda as obras de André Luiz, ele mesmo foi medicado em um nosocômio com graves enfermidades em seu perispírito. Como isso? Perguntarão os mais ortodoxos e leigos de uma sintaxe mais aprofundada. E lhes respondo: Abusou do corpo físico com bebidas, noites em claro, charutos, extravagâncias generalizadas e, natural que assim seja, a lei de ação e reação atingiu em cheio o seu mecanismo perispiritual.

            Não será, pois o corpo que coordena as manifestações do espírito e, sim, ao contrário. Diante desse meu pensamento vejamos o que André relatou ouvindo o Instrutor acima: “… a mente, o senhor do corpo, mesmo aqui nos planos espirituais, é acessível ao vício, ao relaxamento e às paixões arruinantes”. Na vida eterna tendo a sua continuidade além-túmulo, o espírito que o ultrapassa, chega nos planos espirituais levando as virtudes e os vícios que alimentou. Se merecedor de uma acolhida mais direta, será salvaguardado por servidores de colônias que resgatam muitos nos Umbrais da vida. Contudo, se ainda não conseguiu dirimir suas dúvidas com relação à sua nova posição relegando afeto e acolhimento dos mensageiros socorristas, ficará nas sombras que próprio escolheu no sentido de tentar esconder – em vão – as suas inclinações que ainda o governam.

            Todo pensamento por nós alimentado, principalmente aqueles que originam vícios aterradores, contamina o corpo físico. E, assim procedendo, dá-lhe enfermidades inúmeras. Se já temos certa tendência em alimentar vícios, vamos nos fortalecer diante deles com o antídoto da vigilância, da prece, dos bons costumes. Não precisamos deles para sobreviver. Se enfermidades ainda nos visitam a alma é porque tem, em nós, resquícios de um passado não tão distante como imaginamos alimentados por nós. Toda cautela é pouca quando determinadas situações nos fazem soçobrar em desequilíbrios íntimos alimentando assim, larvas psíquicas que se alojam em nosso psicossoma desestruturando até mesmo a nossa vontade em viver. Ficção científica? pensarão muitos. Antes fosse, Leitor Amigo, antes fosse. Concorda comigo?

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