Amor aos Inimigos - Gibanet.com

           Você alguma vez já parou para pensar que mesmo reconhecendo a dificuldade desse mandamento, se tem muitas chances desses inimigos tornarem-nos, um dia, em benfeitores na glória do Senhor? É fato reconhecível que esse amor que devemos ter para como esses, difere, e muito, daquele amor que, vez outra, dedicamos aos nossos familiares e amigos. É apenas questão de densidade.

            André Luiz com o Instrutor Calderaro se encontrava na presença de dois espíritos. Um encarnado e outro desencarnado, esse, obsidiava aquele por questões de ódio e de vingança. E nas suas elucubrações o mentor acima retrata bem o título dessa matéria. Vejamos: “Segundo verificamos, Jesus Cristo tinha sobradas razões recomendando-nos o amor aos inimigos e a oração pelo que nos perseguem e caluniam”.

            O assunto aqui é por deveras delicado onde para amar os inimigos como nos pede Jesus, outro sentimento entra em cena, mais complexo e de difícil execução: o perdão. Difícil para criaturas iguais a nós na presente existência esquecer o mal recebido. Temos ainda o orgulho a nos sobrepujar as fibras do coração não deixando com que a nossa sentimentalidade desempenhe o papel de reconciliador. É bom que também registre aqui que o Mestre, sabendo da dificuldade desse sentimento na humanidade dos tempos que correm, perante aqueles que nos desejam mal, perdoássemos setenta vezes sete vezes cada uma das suas investidas contra nós.

            Com tamanha violência que solapa os sentimentos humanos na impunidade das leis que procuram, em vão, organizar um equilíbrio moral falho, vem o homem se autodestruindo, onde participa consciente de ações que vão de encontro às Leis Divinas, essas incoercíveis e infalíveis. Muitos até afirmam, como também acreditam, que, morrendo, todos os seus crimes se perderão no mesmo éter cósmico juntamente com o seu espírito. Ledo engano aqueles que assim creem. Ninguém sai ileso das Leis cósmicas que cumprem, rigorosamente, a vontade de Deus em todos os quadrantes dos universos.

            Creio que amar os nossos inimigos mesmo através da prece sentida não aliviará o coração enquanto estivermos com qualquer resquício de mágoa, qualquer impulso negativo que ainda nos escravize como espirito ainda recalcitrante no mal.

            Ante essa panaceia de princípios morais cristãos ainda por nós a serem revistos com mais parcimônia, o Messias no assegurou também que “O amor cobre uma multidão de pecados”. É uma esperança primordial para todo aquele que venha exercer o perdão na seguridade em que lhe ateste como Seu seguidor fiel. É lavar a alma de toda impureza maléfica; é transmudar-se, criar asas da sabedoria e do sentimento para que assim se possa singrar o Cosmo amando verdadeiramente o Criador e ao seu próximo na medida em que valorizamos a nós mesmos. Comigo, Leitor Amigo?

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