Sou funcionária pública e, como tal, estamos sujeitos à regras, as quais – se desviadas – sofrem punições que vão desde o afastamento temporário do trabalho até sua exoneração,claro que salvaguardando o direito de defesa, contudo, rigorosamente, o sujeito sob suspeita não permanece nas funções.
No caso do Ministro Orlando Silva já se passam semanas de denúncias e “conversas”,mas o principal, que entendo como cidadã votante por uma política lícita, não acontece: o afastamento do Ministro de suas atividades.
Por que isso acontece com tantas provas incontestáveis de desvios de dinheiro em sua Pasta?
Por que a Presidenta determina que o alvo do problema, Segundo Tempo, seja hoje transferido ao Ministério da Educação sem que se destitua do poder aqueles supostamente corrompidos pela ganância, pela má-gestão do erário público?
Se tais denúncias se mostrassem avassaladoras coerentes na minha condição de funcionária pública, por certo estaria sub júdice, com um processo disciplinar/administrativo e muito longe de meu ofício.
Propinas,convênios lançados à lama do Poder, me parece grave demais para se resolver com “transferência” de tarefas/verbas e/ou mudança de gestor.
S.m.j. a sangria está no quilate das alianças com os Partidos políticos.
O PC do B, na pessoa de Orlando Silva, tem um quilate valioso demais frente ao resultado das eleições. Esta é minha opinião.
Esse é o ônus dessa ‘trincheira’ chamada Democracia, onde as agremiações, as “associações” compactuam “acordos subversivos” para alcançar o Poder, não permitindo que as mesmas regras para funcionários públicos comuns sejam aplicadas a detentores de cargos da alta cúpula. Infelizmente.
PMDB, PC do B, PP, PDT, PSDB e todos outros que fazem parte do resultado das últimas eleições recebem imunidade no quesito “transparência de ações” e “responsabilidade civil”.
O quilate de uma aliança partidária, em todos os níveis, faz com que o caminho seja de “transferência” e não “transparência”, duas condutas que não se cruzam quando o objetivo final é:
ORDEM E PROGRESSO
Maria Marçal é idealizadora e administradora do blog Maturidade

Gilberto Vieira de Sousa é Jornalista (MTB 0079103/SP), Técnico em Sistemas de TV Digital, Fotografo Amador, Radioamador, idealizador e administrador dos sites GibaNet.com, AssessoriaAnimal.com.br e cotajuridica.com.br, jornalista no Programa Lira em Pauta, Correspondente internacional na Rádio Vai Vai Brasile Italia FM, jornalista no Programa Meio Ambiente com Renata Franco.

Maria, espero que não de em nada essa palhaçada. Acredito que ele entrou de gaiato no navio. Quem não entrou. No Brasil isso passou a ser uma modalidade que virou comentário no congresso: entrou de gaiato… Espero que isso passe que o ministro aprenda: que nem todo ministro tem o congresso e nem todo congresso tem ministro.
Quanto as alinças, com certeza todas interessadas num bem comum p/ variar.
Bom texto, parabéns
Rose