Cantora e compositora Mary Terezinha, ficou conhecida entre os apreciadores da arte musical dos Pampas
O Rio Grande do Sul ficou desfalcado, a partir de 30/06/2025, de uma de suas grandes representantes da música gaúcha, com o falecimento ocorrido na citada data da acordeonista, cantora e compositora Mary Terezinha, que ficou conhecida entre os apreciadores da arte musical dos Pampas desde os 13 anos, na década de 1960, quando conheceu e se tornou parceira do cantor e compositor gaúcho Vitor Mateus Teixeira, popularmente conhecido como Teixeirinha, com quem veio a se casar mais tarde, permanecendo ao lado do artista, tocando, cantando e fazendo cinema, até 1984, quando a parceria conjugal e artística se desfez.
Mary Terezinha Cabral Brum nasceu em Tupanciretã – RS, no dia 30 de março de 1946. Após separar-se de Teixeirinha, teve um segundo casamento de curta duração, seguindo carreira solo sempre com sucesso e revelando seu pendor artístico. Em 1992, fora dos holofotes da mídia, lançou o livro “A Gaita Nua“, sua autobiografia, no qual conta em detalhes os anos que passou ao lado de Teixeirinha. Em 1997, Mary Terezinha converteu-se à Igreja do Evangelho Quadrangular. A partir de então, passou a cantar músicas relacionadas com o novo credo, especializando-se no gênero gospel. No início dos anos 2000, gravou dois discos , ambos com músicas de sua autoria cantadas ao som do acordeom, seu eterno companheiro.
Sua derradeira partida torna-se motivo de pesar a um grande número de apreciadores, que acompanharam e aplaudiram sua brilhante trajetória artística desde a adolescência, aos quais deixa como legado obras expressivas da música gaúcha e gospel, além da enorme contribuição ao cinema brasileiro, com participação de realce em filmes como “Coração de Luto”, inspirado na música que abriu as portas do sucesso à sua parceria com Vitor Mateus Teixeira.

