Confissão de culpa: o “não” à CPI dos aposentados revela mais do que a maioria quer admitir

Lino Tavares

O resultado da votação no plenário do STF sobre a prorrogação da CPI do roubo dos aposentados do INSS pegou alguém de surpresa?

Óbvio e ululante que não.

Acreditar que a decisão de André Mendonça em conceder a prorrogação seria referendada pela maioria dos ministros seria como apostar que Bolsonaro e demais acusados na engendrada “trama golpista” seriam absolvidos naquele circo dos horrores armado para lhes condenar.

E nisso nem meu gato acreditava.

Confissão de culpa, O resultado da votação no plenário do STF sobre a prorrogação da CPI do roubo dos aposentados do INSS pegou alguém de surpresa?

Enquanto tem gente lamentando a decisão contrária à prorrogação, eu estou vibrando e muito feliz com isso, pois se gente como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli votassem a favor da continuidade da investigação estariam recebendo da população menos atenta um voto de confiança e não essa enorme suspeita de envolvimento no caso de que se tornaram alvos.

É Mais do que evidente que André Mendonça, do alto de sua inteligência e do conhecimento acerca do ninho de cobras com o qual convive profissionalmente, sabia de antemão que sua decisão não seria confirmada, mas fez questão de submetê-la à apreciação da “petezada togada” e seus apoiadores cúmplices para que se vissem forçados a “dar um tiro no pé”, até porque não tinham outra opção, pois seria por demais arriscado permitir uma eventual convocação do Lulinha para depor.

Afinal, estou falando do filho do padrinho que os deu a toga de mão beijada.

Encerrando este comentário, deixo no ar uma pergunta para que o leitor, seja ele da direita, da esquerda ou do centro, responda a sim mesmo: depois de tudo quanto de inconstitucional o STF aprontou nesses julgamentos e prisões arbitrárias, comandado por Alexandre de Moraes, você acredita que o resultado dessa votação foi uma forma de preservação de preceitos constitucionais e não ingerência do Poder Judiciário sobre o Poder Legislativo?

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