A condenação do General Heleno não representa apenas um ataque ao indivíduo, mas uma afronta a instituição como um todo

A condenação do General Heleno a 21 anos de prisão em regime fechado não é um episódio isolado na crônica judicial brasileira — trata-se do capítulo mais recente de um movimento mais amplo, calculado e persistente, voltado a desmoralizar, enfraquecer e subjugar uma das poucas instituições que historicamente se mantiveram firmes na defesa da Pátria.

A possibilidade de cassação de sua patente pela Justiça Militar — ela própria hoje sob influência crescente do STF e com espaços sensíveis ocupados por ministros civis alinhados ao atual grupo político — revela um processo de aparelhamento que já não se dá mais nas sombras. O que antes era murmúrio, agora é método. As instituições que simbolizavam estabilidade e imparcialidade passam a operar sob o signo da partidarização.

Se antes a perseguição parecia endereçada somente a civis ligados ao bolsonarismo, agora ela alcança diretamente um dos nomes de maior respeito dentro do Exército Brasileiro. O que inquieta não é apenas a pena aplicada, mas a velocidade com que se destrói a independência militar, substituindo-a por uma narrativa única e compulsória.

O silêncio constrangido de oficiais da ativa — e as manifestações pressionadas dos oficiais da reserva — revelam não apenas desconforto, mas o temor real de retaliação.

O objetivo é evidente: desgastar quadros que poderiam representar freio a um projeto político de longo prazo, eliminando resistências internas e convertendo as Forças Armadas numa extensão burocrática de um poder ideológico.

Essa lógica não é nova. Ela ecoa, com assustadora fidelidade, a rota adotada por regimes latino-americanos que, passo a passo, subjugaram seus militares para consolidar poder.

A condenação do General Augusto Heleno a 21 anos de prisão em regime fechado não é um episódio isolado na crônica judicial brasileira — trata-se do capítulo...

Linha do tempo: como começou o projeto de desmoralização da instituição militar no Brasil

Anos 1980–1990 — Reescrita unilateral da história

Com o fim do regime militar, grupos ligados à esquerda passam a disputar a narrativa histórica dos anos 1960–1985. A meta era clara: transformar a história nacional em luta entre “vítimas” e “algozes”, sempre com os militares no papel negativo. A construção dessa memória seletiva lentamente pauta imprensa, universidades e ONGs.

Meados dos anos 2000 — Criação de órgãos e núcleos “revisionistas”

Avançam projetos estatais destinados a reforçar a versão única dos acontecimentos da época da luta armada, ignorando crimes cometidos por organizações terroristas de esquerda e destacando exclusivamente excessos atribuídos às Forças Armadas.

2012 — A Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada por Dilma Rousseff

A CNV representa o ápice institucional desse processo.
Instalada pela Lei 12.528/2011 e atuante entre 2012 e 2014, a Comissão foi apresentada como instrumento de reconciliação, mas sua composição e metodologia evidenciaram um viés político evidente:

  • Nenhum representante das Forças Armadas entre os membros;
  • Seleção unilateral de testemunhas e documentos;
  • Foco restrito em responsabilizar militares, sem examinar os atentados, sequestros e assassinatos cometidos por grupos de esquerda;
  • Relatório final que sugeriu punições retroativas, contrariando o espírito da Lei da Anistia.

A Comissão Nacional da Verdade não buscou a verdade, buscou a versão útil a um projeto ideológico. Ali se consolidou a estratégia que hoje volta com força redobrada.

2016–2022 — Reação e incômodo

Com a ascensão de um governo que valorizava as Forças Armadas, o projeto foi temporariamente interrompido, mas não abandonado.

2023 em diante — Retomada acelerada

Reabre-se o processo de demonização de militares, usando-se a mídia, o Judiciário e órgãos de controle como instrumentos de disciplinamento político. A condenação de generais, antes impensável em tempos democráticos, torna-se parte central da estratégia.

A condenação do General Augusto Heleno a 21 anos de prisão em regime fechado não é um episódio isolado na crônica judicial brasileira — trata-se do capítulo...

Paralelos latino-americanos

A história recente de nossos vizinhos ajuda a entender o roteiro.

Venezuela — Hugo Chávez e Nicolás Maduro (1999–presente)

  • Remoção de oficiais que não aderiam ao projeto bolivariano;
  • Promoção acelerada de militares alinhados ao partido;
  • Judicialização de opositores;
  • Forças Armadas convertidas em braço político do regime.

Bolívia — Evo Morales (2006–2019)

  • Punições seletivas a oficiais que contestavam abusos;
  • Controle político do alto comando;
  • Criminalização de dissidências institucionais.

Nicarágua — Daniel Ortega (2007–presente)

  • Integração forçada das Forças Armadas ao aparato partidário;
  • Uso do Judiciário para perseguir oficiais contrários ao regime.

Os paralelos são inevitáveis. Os métodos, semelhantes. Os resultados, conhecidos.

A condenação do General Augusto Heleno a 21 anos de prisão em regime fechado não é um episódio isolado na crônica judicial brasileira — trata-se do capítulo...

A presidente do STM: um problema estrutural

Outra questão preocupante é o fato de a atual presidente do Superior Tribunal Militar não ser militar.

Trata-se de uma função que, por sua natureza, exige vivência no meio castrense, compreensão profunda da cultura, dos códigos de honra, da cadeia de comando, do comportamento militar e da responsabilidade inerente à farda.

Sem essa experiência, decisões podem — e têm — sido tomadas com base em critérios políticos ou interpretações civis que desconhecem completamente a lógica militar.
É como pedir que um civil, sem nunca ter pilotado um avião, seja comandante de aeronave em turbulência severa. A tendência ao erro não é apenas provável — é inevitável.

A condenação do General Augusto Heleno a 21 anos de prisão em regime fechado não é um episódio isolado na crônica judicial brasileira — trata-se do capítulo...

Forças Armadas e desastres naturais: antes e agora

Historicamente, as Forças Armadas sempre se destacaram no socorro às populações atingidas por desastres naturais:

  • rapidez na logística;
  • presença aonde o Estado não chega;
  • disciplina na distribuição de suprimentos;
  • helicópteros, embarcações e batalhões de engenharia operando 24 horas.

Foi assim em enchentes em Santa Catarina, na tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro (2011), em crises no Nordeste e em tantas outras situações em que o militar — silencioso, disciplinado, anônimo — estava lá antes mesmo das câmeras chegarem.

Nos desastres naturais recentes sob o atual governo, porém, observa-se um cenário distinto:

  • demora na mobilização das tropas;
  • entraves burocráticos incompreensíveis;
  • substituição da eficiência militar por comitês civis politizados;
  • uso de tragédias para discursos partidários, em vez de ações logísticas diretas.
  • Um inexplicável não protagonismo.

As Forças Armadas continuam prontas para agir — mas agem quando são autorizadas. E muitas vezes, a autorização chega tarde demais ou simplesmente não chega.

Tragédia anunciada

A ofensiva contra generais não representa apenas um ataque a indivíduos — é uma tentativa de remodelar a própria espinha dorsal da soberania nacional.

O Brasil corre o risco de repetir tragédias já testemunhadas em nossos vizinhos latino-americanos, onde a submissão das instituições militares precedeu a ruína democrática.

A condenação do General Augusto Heleno a 21 anos de prisão em regime fechado não é um episódio isolado na crônica judicial brasileira — trata-se do capítulo...

E o que pensam os militares?

Conversei com alguns militares e os depoimentos revelam forte sentimento de indignação, injustiça e preocupação com a punição do General Augusto Heleno. Para esses militares, a condenação é vista não como um ato isolado, mas como parte de uma estratégia política mais ampla destinada a desmoralizar, enfraquecer ou intimidar as Forças Armadas.

Há a percepção de que a medida carrega um caráter simbólico, funcionando como um recado aos demais militares: de que valores historicamente associados à instituição — como honra, serviço à pátria e tradição — estariam sendo desconsiderados ou desvalorizados pelo atual ambiente político.

Alguns depoentes expressam a visão de que o Exército tem passado por um processo de perda de identidade, transformando-se em uma carreira burocrática e menos alinhada às suas raízes profissionais e vocacionais. Surge também um sentimento de que elementos alheios aos valores militares teriam ganhado espaço, gerando frustração e sensação de descaracterização institucional.

Predomina ainda a percepção de que o país vive uma “inversão de valores”, na qual figuras consideradas por esses militares como íntegras e leais à nação seriam tratadas como ameaça, enquanto setores civis e institucionais seriam vistos como hostis ao papel tradicional das Forças Armadas. Em alguns relatos, isso se traduz em preocupação com erosão institucional, perda de prestígio e riscos à democracia segundo a perspectiva desses militares.

No conjunto, os depoimentos refletem profundo desalento, sensação de perseguição política, e a crença de que a punição do General representa um ataque não apenas ao indivíduo, mas ao prestígio, à moral e à autonomia da instituição militar como um todo, segundo a visão expressa pelos entrevistados.

 


A punição do General Heleno é mais um ato devidamente preparado para humilhar e degradar. Não é um ato isolado ou dissonante do que SEMPRE faz um governo alinhado com à esquerda (lembro que no resultado dos índices de exame médico, quando estão ruins – muito ruins – se diz que estão “à esquerda”!

Na punição do nosso G E N E R A L há um recado velado, para os demais, mais ou menos, assim: “vocês que viveram para formar melhores cidadãos, são dispensáveis, ou melhor, desprezíveis..”! Não o serão. Conheço parte da vida do General Heleno: por onde passou deixou boas lembranças, deixou amigos e fez história.

A própria academia que o formou registra, em várias dependências, a passagem dele, sempre com destaque. Qual a possibilidade de um soldado como ele atentar contra a nação? Nenhuma. Na linguagem atual que querem nos empurrar, a la George Orwell, isto sim é ataque à soberania! Qual? A do direito pátrio!

Carlos Afonso Urnau Athanasio, 2º Ten Cav

 


Engana-se quem acredita que a condenação do General Heleno,limite-se ao indivíduo.

Sua punição foi instrumento para enfraquecer e desestabilizar o Exército Brasileiro.

O “réu” foi sacrificado não pelos seus atos, mas por representar uma ameaça ao sistema.

A narrativa pública foca na pessoa, mas o alvo real é o poder simbólico e principalmente operacional da força terrestre.

Eduardo De Matei, 1° ten infa

 


Gradualmente a profissão das armas se permitiu transfigurar em uma carreira profissional comum,como a de qualquer funcionário público, não mais levando em consideração suas peculiaridades e a vocação dos seus componentes, apenas se limitando a atender tarefas burocráticas e “missões” limitadas por orçamento cada vez mais restrito.

A acomodação no “carreirismo” é o ambiente perfeito para acomodar elementos que destoam da natureza própria da atividade profissional e que cada vez em maior número não tem qualquer relação com seus valores e suas missões constitucionais.

Jarbas Giuliani Filho 2°Ten Cav

 


Na atual conjuntura politica Brasileira estamos vendo e sentido na pele uma INVERSÃO de VALORES….o que significa que os homens honrados que não cometem crime algum, mas na visão dos Políticos Mandatários, com propostas COMUNISTAS,  estes, sentem- se ameaçados,  procuram extirpar do convívio social os valorosos militares das nossas Forças Armadas, que hoje viraram personagens de humor, como chamam de verdadeiros MELANCIAS, verdes oliva por fora mas vermelhos por dentro.

Não é o caso do General Heleno, um homem digno, militar respeitado, antes. pelas tropas do Exercito, mas percebemos que os atuais comandantes das forças armadas são verdadeiros traidores da Pátria, verdadeiros hipócritas a frente de uma instituição militar de historia de glórias e respeitada anteriormente pelos brasileiros.

Mas os mandatários atuais burlaram as eleições, e Juízes encapuzados de Psicopatas, colocaram com interesses escusos um condenado como ladrão, corrupto e acima de tudo amante do comunismo, na Presidência da Republica, verdadeiros traíras da constituição brasileira, e dessa forma tirar de suas frentes homens honrados e respeitados pela Nação, levando o nosso País a deformação social.

Condenar e prender o General Heleno é o mesmo que matar e extirpar a Democracia Brasileira.

Deus  Salve o nosso Brasil…

José Lira 1º Sgt PMESP


 

Se você, caro leitor, chegou até aqui, deixe sua opinião nos comentários ao final da página.

 

 

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.