José Antonio Karacek
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Estamos vivendo numa sociedade consumista, mas tão consumista que parece até que ao nascerem as crianças recebem um certificado de “consumidor”. Todos querem ter o lançamento de um celular moderno, uma roupa usada por uma atriz em uma novela, etc.
Quem, há algumas décadas via a necessidade de ter um celular, por exemplo? Hoje, só não se tornou necessidade, como também não conseguimos ficar muito tempo sem ele. Isso também acontece com a internet, o computador, o Ipod e tantas outras modernidades desse nosso mundo.
Esse mundo moderno nos torna escravos de seus infinitos produtos que antes não necessitávamos, mas hoje são imprescindíveis e necessários, tornando-nos dependentes, como se fosse um vício.
O pior disso tudo é que esse sistema não oferece emprego e renda na mesma velocidade que se criam as modernidades, aumentando assim os números de violência, pois os jovens, em busca de consumo e sem alternativas, partem para a bandidagem, sequestro, trafico de drogas, prostituição. O consumismo edita a regra: quem pode compra e quem não pode, toma de quem tem.
Mas como mudar isso? Não podemos permitir que o progresso pare! Mas também não podemos permitir e aceitar a situação como está. O governo diz investir milhões para combater a violência, mas ela só aumenta.
Aumenta por quê? Porque estão usando a força para tentar combatê-la. Mas a principal causa dessa violência é a falta de elementos básicos, tão fora de moda nos dias atuais: respeito, ética, amor, entre outros.
Sem esses elementos essenciais de nada adianta consumirmos, termos, exibirmos se não somos amados, respeitados e amigos uns dos outros, pois o material nos torna bem vistos enquanto estamos aqui de passagem, mas o espiritual é eterno…
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José Antonio Karacek é catarinense, Deficiente Físico, Colunista, Idealizador e administrador do Blog Cotidiano Em Foco, além de ser mais um cidadão indignado com a atual política brasileira
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Concordo contigo Rose, e como disse no texto, somos escravos das novas modernidades ‘necessárias’ no dia a dia e quem não tem como adquiri-las parte pelo lado mais fácil: a violência.
Está violência é gerada, muitas vezes, por falta de amor familiar, respeito e amigos, mas claro, algumas – ou talvez muitas vezes – o problema vem devido a falta de políticas públicas que venham a auxiliar as pessoas desamparadas que se obrigam a praticarem atos violentos para terem comida em suas mesas…
Abraço,
José
José, acredito que no Brasil, o tema da violência urbana torna-se, cada vez mais, objeto de preocupação nacional. Um dos pontos aprofundados no presente estudo é que seu crescimento deve ser analisado levando-se em conta o fato de que vivemos em um sistema globalizado. Todavia, existem particularidades e fragmentações locais que podem nos auxiliar a entender as diferenças na forma como a violência urbana se manifesta nacionalmente, regionalmente ou localmente.
abraço
Rose *