Uma Vida de Glória, Cavalo e Serviço à Pátria
Eles se conhecem pelo brilho no olho e o andar carrega o resultado dos combates de uma ancestralidade. Na memória de dias passados com GLÓRIA, somente os que usaram culote e botas admite-se, tal e qual uma Ordem secular. São simples, modestos até, mas carregam experiências de cargas pretéritas. Como não se para um blindado ou um cavalo em carreira, “os de cavalaria” estão por aí, na busca de mais uma carga! Cavalaria!!!
Edison Estivalete Bilhalva, cria das missões, veio cedo para capital, na procura de um espaço à mesa. Antes de vir, deixou no emprego o seu sucessor, mas já tinha informado seu chefe que “Estivalete Bilhalva” era somente ele, ou seja, dificilmente alguém desempenharia a missão da mesma forma.
Vindo a Porto Alegre, em seguida empregou-se, sempre muito próximo da política, granjeando a amizade e respeito daqueles que tomavam os seus serviços. Mas, como seguidamente acontece com quem monta, a “perda do estribo”, a vida apresenta ao missioneiro, o concurso para oficial da Brigada Militar, obtendo aprovação e imediata incorporação aos quadros da academia da brigada, como aluno oficial.
De obstáculo em obstáculo veio a formatura e inicia-se a grande história do guri de Três Passos, a carreira de oficial. A vida do homem do campo acabou falando mais alto durante em sua formação e ele se depara com a “Cavalaria” da brigada militar, seu grande amor, além da devotada família que constitui.
A interação com o cavalo levou-o a cursar a prestigiada escola de equitação do exército brasileiro, lá pelos idos da década de 80 (oitenta), sagrando-se 01 (zero um) da sua turma. Dedicou boa parte da sua jornada ao cavalo, à instrução e formação de oficiais, buscando o aperfeiçoamento na escola de educação física da UFRGS.
Veio o comando do regimento Bento Gonçalves, organização militar de Cavalaria da Brigada Militar, onde consegue aliar tudo que aprendeu em mais de 20 (vinte) anos de serviço público: pode instruir, formar, comandar e exercitar sua inarredável paixão que é o cavalo.
Montou, ganhou prêmios, preparou cavalos que foram ícones em competições militares e civis, tanto que dentro do regimento que comandou, há um pavilhão de baias que leva o nome do multicampeão “Formiga Atômica”.
Já encaminhando a reta final da carreira funcional, veio a oportunidade de comandar a Casa Militar do Governo do Estado, órgão de vital importância junto ao governador, principalmente pelas dificuldades e relevância dos assuntos a cargo da chefia militar, tais como a articulação, com os demais agentes políticos das 03 (três) esferas da administração pública, em assuntos de segurança e defesa do estado.
Pois vindo obstáculo atrás de obstáculo foi chegada a hora de “encerrar a carreira e guardar a fé”, com a passagem para reserva, mas, nunca a inatividade! Quando das enchentes havidas em Porto Alegre, o Coronel Estivalete participou ativamente (ou seria altivamente?) dos trabalhos de resgate e salvamento daqueles que foram atingidos pela calamidade, coordenando equipes de resgate.
Na atualidade, além de ocupar-se com questões políticas do Estado, o “Estiva” pode ser visto por aí, com seu Chapéu Lagomarsino na cabeça, bombacha e as botas, ajudando seus amigos e coordenando os trabalhos do “Grupo Cavalaria Ligeira”, sempre na busca de mais uma carga!
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