Ieda Maria levou uma vida simples, dedicando-se ao lar e a participar de eventos sociais para os quais era convidada
O Brasil perdeu dia 22 /12/2025, segunda-feira, sua primeira Miss Universo, com o falecimento de Ieda Maria Vargas Athanásio, em Gramado, na Serra gaúcha. Morreu aos 80 anos, mas a apenas 9 dias de completar 81, pois nasceu em 31 de dezembro de 1944, na cidade de Porto Alegre.
Eleita a mais bela mulher do mundo, em Miami Beach, no ano de 1963, tornou- se alvo do apreço e da admiração de personalidades famosas, sendo convidada na ocasião a iniciar na carreira de atriz de cinema, algo que recusou, confessando preferir retornar ao Brasil, casar-se e dedicar-se à vida doméstica. Despojada de vaidade, Ieda Maria levou uma vida simples, dedicando-se ao lar e a participar de eventos sociais para os quais era convidada.
Tive o prazer e a honra de conhecê-la na antiga TV Difusora, onde teve breve passagem, época em que atuei no programa esportivo Camisa 10, na década de 1970. Nessa ocasião, Ieda Maria Vargas era casada com José Carlos Athanásio, filho do comerciante Emílio Athanásio, de São Jerônimo-RS, amigo e correligionário político de meu pai.
Adolescente que adorava jogar futebol com os três irmãos, Ieda conquistou seu primeiro título de beleza em 1962, aos 17 anos, como Rainha das Piscinas do Rio Grande do Sul. Depois de se tornar Miss Porto Alegre e Miss Rio Grande do Sul, foi eleita Miss Brasil, em concurso realizado no Maracanãzinho, numa época em que os concursos de beleza tinham, para os brasileiros, tanta popularidade e importância quanto a Copa do Mundo.
Muito familiarizada com a noção de cidadania, foi madrinha das tropas gaúchas que embarcaram para a Faixa de Gaza, integrando o 13º Contingente do Batalhão Suez do Exército, poucos dias após sua coroação de Miss Universo, nos Estados Unidos.
Deixa-nos como legado exemplos de civilidade e formas de comportamento social que estão acima de qualquer coroação, mesmo que ela seja ímpar e universal, como a que conquistou e tanto honrou. Isso me inspira a dizer no fecho desta homenagem que a eterna Miss Ieda Maria Vargas representa, com sua derradeira partida, uma estrela que brilhou intensamente na Terra e passa a fulgurar no Universo inteiro do Divino Criador.

