Compromisso de uma vida e contrato sem prazo de validade
Há quase 50 (cinquenta) anos sou praticante de Karatê, havendo colaborado na formação de incontável número de alunos e professores.
Em decorrência de dedicação, esforço e principalmente disciplina, detenho todos os títulos que minha carreira esportiva permitiram.
Presentemente, continuo formando atletas amadores, profissionais e aqueles que simplesmente desejam melhorar a qualidade de vida.
Busquei aprimorar meu conhecimento técnico cursando a faculdade de educação física, o que trouxe grande melhoria ao treinamento ministrado aos meus alunos, já que aliei à experiência dos tatames, o que ensinado em sala de aula.
Mas, inegavelmente, o ano de 1982 foi o ponto de virada positiva em minha formação pessoal e atlética.
1982: O Marco da Minha Vida
Ano da Guerra das Malvinas e, também, do início no Curso de Infantaria no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Porto Alegre, CPOR/PA, como aluno número 157, condição que me colocou ECD (em condições de) de ingressar no “meu Batalhão”, o 3º BPE (Terceiro Batalhão de Polícia do Exército – Batalhão Brigadeiro Jerônimo Coelho).
Na função de oficial subalterno conheci e apliquei, na prática, o termo disciplina pois “orientei o responsável, corrigi o irresponsável e prendi o incorrigível”.
Lições do Exército Brasileiro
O Exército Brasileiro, o Curso de Infantaria, a função de Tenente Comandante de Pelotão me fizera aperfeiçoar os ensinamentos da vida.
Exerci as funções de Oficial de Armamento Munição e Tiro, Oficial de Treinamento Físico (OTF), conclui com aproveitamento o Curso de Batedor Motociclista Militar e comandei os dois principais Pelotões da PE: pelotão de segurança e o disputadíssimo Pelotão de Investigações Criminais (PIC) por uma condição conhecida e acordada desde meu ingresso, sabia que um dia deveria dar baixa do serviço ativo.
Honra no Pódio e na Vida
Não parei de formar atletas, não parei de competir e jamais deixei de me apresentar como oficial da reserva do Exército Brasileiro.
Em todas as competições que disputei, e tive a felicidade de subir no pódio, presto minha continência regulamentar, como sinal de respeito aos símbolos nacionais e comemoração à minha nacionalidade.
Aqueles que são vocacionados para vida militar, não terão solução de continuidade e jamais serão esquecidos. Não sofro com a reserva, pois fiz o que amo e por ideal!
Duas Fardas, Uma Identidade
Nunca deixei de aplicar na vida dita “paisana”, os ensinamentos adquiridos no Exército e cultuados por séculos.
Uso 02 (duas) fardas com muito orgulho. A primeira é bem visível, meu Karatê Gi (kimono); a segunda, de forma invisível, e me acompanha de forma indissociável, faz parte da minha personalidade.
MINHA HONRADA FARDA VERDE OLIVA. Tenho uma grande dívida com a força terrestre. O Exército permitiu-me pertencer a um seleto grupo de amizades sinceras, incondicionais e vitalícias.
Engana-se, em muito, quem acredita que a relação do oficial R2 é “temporária” com o Exército Brasileiro.
Ela é como consta no introito desta, “compromisso de uma vida e contrato sem prazo de validade”.
“Uma vez PE? Sempre PE!”.
José Eduardo Fauque De Matei
1º Ten Infantaria – Turma 1982
Campeão da Copa do Mundo
Medalha de Prata no Goodwill Games
Vice-campeão Mundial
Bicampeão Panamericano
Tricampeão Sul-Americano
Hexamedalhista do US Open
Decacampeão Brasileiro
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