João Gilberto - Tributo ao Pai da Bossa Nova - 1931-2019 - Gibanet.com

Lino Tavares

Nada mais justo que o Pai da Bossa Nova, João Gilberto, gênio da MPB, fique imortalizado

Se a música tivesse status de poder político, poderia ser dito que o Brasil perdeu hoje um de seus maiores estadistas de todos os tempos, João Gilberto.

Em decorrência da morte aos 88 anos do cantor, compositor e instrumentista João Gilberto, ocorrida neste sábado (06/07/2019) no Rio de Janeiro.

João Gilberto Pereira de Oliveira, considerado “O pai da bossa nova”, representava uma espécie de chanceler da música brasileira no exterior, notadamente nos Estados Unidos, onde desfrutava de prestígio equivalente ao de monstros sagrados como Frank Sinatra, Elvis Presley. Nat King Cole, Ray Charles e tantos outros que marcaram época no cenário mundial.

Nascido em Juazeiro-BA no dia 10 de junho de 1931, figurava entre os gigantes da MPB que despontaram no celeiro baiano e consolidaram sua trilha de sucesso absoluto nas altas rodas musicais do Rio de Janeiro. A revista Rolling Stone o classificou como o segundo maior artista brasileiro de todos os tempos, atrás apenas de Tom Jobim.

Em decorrência da morte aos 88 anos do cantor, compositor e instrumentista João Gilberto, ocorrida neste sábado (06/07/2019) no Rio de Janeiro

Contudo, essa definição não é absorvida a pleno por quem conhece a fundo a magnitude desse talentoso ícone da nossa música, considerado um gênio polivalente na arte de tocar, cantar, compor e interpretar musicalmente.

Há quem o situe em nível de igualdade com Tom Jobim, existindo até quem o considere um pouco acima do co-autor de “Garota de Ipanema“, em função de sua versatilidade no trato com as múltiplas formas de manifestação musical.

Tido como notável influenciador do jazz americano, foi contemplado com prêmios de realce nos Estados Unidos, tais como o Grammy internacional, em plena era de sucesso do fenômeno Beatles.

O gigantismo de seu vasto repertório mereceria ser citado na plenitude em toda e qualquer publicação destinada, como esta, a homenageá-lo nos momentos que sucedem o evento de sua derradeira partida. Mas isso seria impraticável e se torna desnecessário posto que milhares de mensagens de maior magnitude midiática o farão.

Fechando com chave de ouro o merecido e inarredável tributo a esse João do banquinho e violão , que um dia colocou o samba em traje de gala no palco iluminado da MPB, trago a lume nesse contexto final o seu filho primogênito da Bossa Nova, batizado com o nome de “Chega de Saudade”, observando porém que a saudade que passamos a sentir do “seresteiro mor’ que partiu, ao contrário do título do samba, nunca chegará ao fim, posto que é expressão de amor e devotamento e, como tal, será eterna.

 

João Gilberto – Chega de Saudade

 

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João Gilberto – Desafinado
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