Lugar misterioso - 2/5 - Stonehenge 2 3Truques & Trecos

Stonehenge Parte 2

 

 

No dia 21 de Junho, o Sol nasce em perfeita exatidão sob a pedra principal.
Segundo dados mais recentes, obtidos por arqueólogos chefiados por Mike Parker Pearson, Stonehenge está relacionada com a existência do povoado Durrington. Este povoado formado por algumas dezenas de casas construídas entre 2600 a.C. e 2500 a.C., situado em Durrington Walls, perto deSalisbury, é considerada a maior aldeia neolítica do Reino Unido. Segundo os arqueólogos foi aí encontrada uma espécie de réplica de Stonehenge, em madeira.

John Aubrey, no século XVIII, foi o primeiro a associar Stonehenge aos antigos druidas[1] (leia algo a respeito dos druidas clicandoneste link). Esta idéia e uma diversidade de crenças relacionadas difundiram-se na cultura popular até os dias atuais.

Os druidas, em verdade, surgiram na Grã-Bretanha após o ano de 300 antes da Era Cristã, ou mais de 1.500 anos após os últimos círculos de pedra de Stonehenge terem sido colocados, o que por si inviabiliza associá-los às construções, embora existam evidências daquele povo ter encontrado o monumento e o tenha utilizado para fins religiosos.

Não faltaram autores que atribuíssem a edificação aos romanos, mas a datação científica do monumento demonstrou que esta é uma hipótese ainda menos provável, considerando que estes ocuparam quase dois mil anos após a construção do último círculo de pedra.

Segundo as mais recentes pesquisas, tudo está a indicar que Stonehenge tenha sido construído primitivamente para servir como um centro de cura, para onde rumaram os peregrinos há mais de 4.500 anos.

Nas décadas de 1950 e de 1960, o professor Alexander Thom, coordenador da Universidade de Oxford e o astrônomo Gerald Hawkinsabriram caminho para um novo campo de pesquisas, aArqueoastronomia, dedicado ao estudo do conhecimento astronômico de civilizações antigas. Ambos conduziram exames acurados nestes e em outros círculos de pedra e em numerosos outros tipos de estruturas megalíticas, associando-os a alinhamentos astronômicos significativos às épocas em que foram erguidos. Estas evidências sugeriram que eles foram usados como observatórios astronômicos. Além disso, os arqueoastrônomos revelaram as habilidades matemáticas extraordinárias e a sofisticação da engenharia que os primitivos europeus desenvolveram, antes mesmo das culturas egípcia e mesopotâmica. Dois mil anos antes da formulação do teorema de Pitágoras, constatou-se que os construtores de Stonehenge incorporavam conhecimentos matemáticos como o conceito e o valor do Pi em seus círculos de pedra.

A explicação científica para a construção está no ponto em que o monumento tenha sido concebido para que um observador em seu interior possa determinar, com exatidão, a ocorrência de datas significativas comosolstícios e equinócios[2], eventos celestes que anunciam as mudanças de estação. Para isto basta se posicionar adequadamente entre os mais de 70 blocos de arenito que o compunham e observar-se na direção certa. Esta descoberta se deu em 1960, demonstrando, através da arqueologia, que os povos neolíticos, 3000 anos antes de Cristo, já tinham este conhecimento.

A importância estaria vinculada diretamente à agricultura dos povos da época. Segundo o historiador Johnni Langer, a vida dos povos agrícolas está ligada ao ciclo das estações, e o homem pré-histórico precisava demarcar o tempo para saber quais eram as melhores épocas para colheita e semeadura, e a observação do céu nasceu daí.

Esta idéia acaba por se relacionar com os cultos solares sobre os quais falamos no artigo “O Sol nos mitos, religiões e Maçonaria”.

 

[1] Druidas (e druidesas) eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta. Embora não haja consenso entre os estudiosos sobre a origem etimológica da palavra, druida parece provir de oak(carvalho) e wid (raiz indo-europeia que significa saber). Assim, druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho. O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.
[2] Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente, (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste.
A palavra equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.
Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Em setembro ocorre o inverso, quando o equinócio marca o início do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul.
As datas dos equinócios variam de um ano para o outro, devido aos anos trópicos (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não se encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim num ano comum, tendo 365 dias e – portanto – mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns as datas tendem a se adiantar um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso, devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.
Também se verifica que a cada ciclo de quatro anos os equinócios tendem a se atrasar. Isto implica que, ao longo do mesmo século, as datas dos equinócios tendam a ocorrer cada vez mais cedo. Dessa forma, no século XXI só houve dois anos em que o equinócio de março aconteceu no dia 21 (2003 e 2007); nos demais, o equinócio tem ocorrido em 20 de março. Prevê-se que, por volta do ano 2040, passe a haver anos em que o equinócio aconteça no dia 19. Esta tendência só irá se desfazer no fim do século, quando houver uma sequência de sete anos comuns consecutivos (2097 a 2103), em vez dos habituais três.
Devido à órbita da Terra, as datas em que ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio).

 

 

Truques & Trecos é a união de Amigos Maçons com o intuito de propagar a verdade sobre a Maçonaria, o esoterismo e assuntos correlatos. São idealizadores e administradores do blog Truques & Trecos

 

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2 thoughts on “Lugar misterioso – 2/5 – Stonehenge 2

  1. Alessandro Turci says:

    Saudações:

    Venho informar que devido a mudança de layout do meu blog, estou indicando o blog de vocês dentro do meu em ” Variedades + #Indico” Um forte abraço.

  2. André Sandins says:

    E aqui no Brasil temos o representante brasileiro do Stonehenge, o qual inspirou a arquitetura do templo principal do Solo Sagrado de Guarapiranga em SP, que consegue arrancar suspiros de qualquer um que o visite (a visitação é gratuita e aberta a população) como essa:
    “Stonehenge brazuca, o mistério da gigante rosa de pedras a cheirar astronomias? Astrologias? Pensamentos ou apenas calma de meditativos orientais, e propagar tranqüilidade. Chama-se Templo Messiânico, do Solo Sagrado de Guarapiranga. projeto de autoria do arquiteto Sylvio Sawaya, atual diretor da FAU-USP. A partir dos conceitos de paraíso terrestre, idéia de Mokiti Okada, do Japão para o mundo.

    A arquitetura da paz.”

    Mais informações em http://www.solosagrado.org.br

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