(*) Por Lino Tavares 

SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA

Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos e despachos iniciais de Dilma Rousseff.

As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras (maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.

* * *

Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada de Presidenta. E ponto final.

Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina, intitulado Olha a “Vernácula” !

Vejam:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.

Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante.

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.

Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; se diz paciente, e não “pacienta”.

Um bom exemplo seria:

“A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta.”

(*) Lino Tavares é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor.

5 thoughts on “PRESIDENTE OU PRESIDENTA?

  1. Pio says:

    É uma questão de uso.
    O uso constante de certos termos altera o idioma com o decorrer do tempo.
    O latim, idioma raiz do português, não aceita a flexão de gênero para vocábulos terminados em nte. São os casos dos substantivos comum-de-dois-gêneros ou comum-de-dois (ex.: estudante, ajudante, espirante, comerciante, paciente, etc.). É o português clássico; a norma culta, que tende a conservar a estrutura original da língua. Nestes casos, flexiona-se apenas o artigo que designa o substantivo. Por exemplo: O presidente e A presidente.
    Atualmente, os dicionários aceitam os dois termos (presidente e presidenta) porque refletem a mudança idiomática face à conjuntura cultural corrente. Contudo, as gramáticas se dividem na questão do uso dos vocábulos presidente e presidenta, pois muitas preferem manter o português clássico (o que não está errado, pois o idioma clássico sempre está correto).
    Todavia, a imposição de diversos fatores na história da sociedade impulsiona a mudança do idioma e, por conseguinte, suas respectivas regras gramaticais. Este fenômeno idiomático renova o idioma; é a evolução da língua. Isto é um processo bastante lento em virtude da resistência da norma culta, que procura manter a gramática clássica. São as forças centrífugas e centrípetas do idioma.
    Porém, assim deve ser, pois se assim não fosse não haveria normas ao idioma; não haveria gramática; não existiria certo ou errado na língua; cada um falaria ou escreveria como bem quisesse e ninguém poderia corrigir; não existiria a matéria português, e muito menos provas de português. O idioma seria uma desordem total.

  2. Fábio Costa says:

    Então Aurélio, Houaiss, Aulete, professor Pasquale, professor Sérgio Nogueira estão errados? A forma "presidenta" já aparece nos dicionários há muitos anos, não é uma invenção deste governo. É bom lembrar que a língua é uma coisa dinâmica.

  3. Anonymous says:

    Em portugues, palavras terminadas em "ente" não tem genero, por exemplo, gente, sorridente, incompetente, diferente, gerente, concorrente, paciente, existente, combatente, residente, etc…, portanto não admitem terminação em "a", sendo errado o uso de "presidenta", simples assim.

  4. Minhas Poesias Irradiantes says:

    Penso que o Povo tem tudo aquilo que merece, pois escolheu assim, assim será, espero que o esse mesmo povo possa receber instrução suficiente para então entender essa mesma diferença tão alarmada, mas que em nada difere, pois este mesmo termo sempre existiu e continuará existindo sendo o que o Povão quer realmente é trabalho e estudo com qualidade e possam ser agentes transformativos e ocupem os seus devidos lugares na escala da pirâmide social e não fiquem só na base desta e que amanhã o depois venham a ser mestres não apenas alunos, para que os mesmos que hoje só sabem servir num futuro próximo venham também ser servidos e tenho "ditto"

  5. Rangel de Jesus says:

    Meu amado, excelente postagem, parabéns, deixa a governanta, será que ela gostaria de ser chamada assim: Dilma, a Governanta do Brasil?

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