O primeiro dia do ano de 2023 entrará para a história como o mais chocante da comunidade brasileira

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Lino Tavares

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Não em razão de alguma catástrofe física, que graças a Deus não aconteceu, mas por causa de uma hecatombe de natureza institucional só vista, até então, naquelas nações oprimidas pela tutela de um ditador prepotente, onde toda e qualquer forma de requisito moral é dispensada para o exercício perpétuo do poder.

Nesse dia triste e sombrio, tomou posse na presidência da nação um criminoso condenado em três instâncias do poder judiciário, cuja condenação foi anulada ao arrepio da Lei pela Suprema Corte, integrada, entre outros, por juristas nomeados pelo próprio condenado,  a quem foi concedido o direito que já não tinha, de concorrer à mais alta magistratura da nação, numa eleição cujo órgão condutor se opôs a toda e qualquer forma de aferição de sua lisura, proposta pelas partes interessadas, consoante vontade tácita da população.

O primeiro dia do ano de 2023 entrará para a história como o mais chocante da comunidade brasileira

 

Pior ainda, é saber que pela segunda vez o nominado criminoso Luiz Inácio Lula da Silva passa incólume a crimes de lesa-pátria, retornando ao poder de onde deveria ter sido banido definitivamente por suas ações nefastas que surrupiaram do erário somas incalculáveis do dinheiro público, que poderiam ter sido usadas em obras de que se ressentem as camadas mais carentes da população nos planos social e infraestrutural.

A outra ocasião foi quando esse mesmo malfeitor público se auto isentou de participação no denominado escândalo do  mensalão, sob a orquestração  desafinada do “eu não sabia”, conseguindo que todas as forças constituídas fingissem acreditar na cantilena mentirosa, o que lhe valeu a permanência no cargo de presidente da República e, mais grave ainda, o direito de concorrer e se eleger, sabe-se lá a troco de que, a um segundo mandato em cujo desenrolar, como comprovou sobejamente a Operação Lava Jato, a corrupção generalizada tomou conta das esferas do poder.

Viram-se, após a estranha eleição de 2022, que declarou Lula vitorioso, milhares de pessoas montando acampamento na frente dos quartéis e pedindo à instituição militar, na qual mais confiam, que fizesse algo no sentido de evitar o escárnio  institucional configurado na volta de um ladrão não inocentado ao local do crime, que outro não era senão o  cargo de maior relevância da nação.

O primeiro dia do ano de 2023 entrará para a história como o mais chocante da comunidade brasileira

É evidente que essas pessoas esclarecidas que protestavam contra a posse do ladrão público sabiam que os quartéis em cuja frente se manifestavam não poderiam, como instituições subalternas, tomar qualquer iniciativa no sentido de atender aos seus justos anseios.  Sabiam igualmente que essa ação saneadora da dignidade nacional teria que partir dos altos escalões das Forças Armadas.

Todos sabíamos, contudo, que dificilmente  isso aconteceria, pois o precedente representado na omissão militar pós mensalão apontava  nesse sentido.

Afinal, se naquele advento ficou caracterizado que o poder legislativo estava cooptado pelo executivo para aprovar o que ele bem quisesse, a ordem institucional estava corrompida, cabendo portanto à instituição militar cumprir o seu papel constitucional no tocante à manutenção da lei e da ordem. Mas infelizmente, por razões que ignoramos, tal não aconteceu.

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