Entre a fluência verbal e o vazio político: uma análise da nova deputada petista
Lino Tavares
Assisti atentamente, no SBT News, à entrevista da deputada recém-eleita com 500 mil votos em Minas, a jovem Ana Elisa, do PT, usada por Lula como âncora no 2º turno da eleição. Vi nela uma jovem de 21 anos com boa aparência e boa fluência verbal.
Contudo, nada constatei que a recomende politicamente, pois, como a maioria dos petistas, ela bate em teclas desafinadas que são besteiras repetidas. Disse, por exemplo, que Lula não é um descondenado, mas não disse que ele foi inocentado.
Limitou-se a dizer que Lula foi vítima de um erro jurisdicional porque não caberia à Justiça Federal de Curitiba o direito de julgá-lo.
Disse também que neste país o estudante gasta mais com transporte do que com alimentação, mas não foi capaz de dizer que isso é culpa do PT, que esteve anos no poder e não resolveu a questão.
Pelo vazio político que demonstrou, acho que essa moça teria mais futuro como atriz da Globo do que como deputada federal eleita, pegando na alça do caixão de Lula e do partido, que está praticamente morto e enterrado neste país.
Na Câmara Federal, deverá ser um zero à esquerda, sem voz nem vez nesse Congresso dominado pela direita que vem aí.

Lino Tavares é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor

