Das alianças de conveniência às desconfianças sobre as eleições de 2022
Lino Tavares
Eu poderia usar um ou dois parágrafos deste artigo para me aprofundar sobre o porquê de as pesquisas terem colocado Lula liderando a maior parte delas, no primeiro turno da eleição presidencial, e essa liderança não ter se confirmado nas urnas. Mas seria chover no molhado, pois não é a primeira vez que isso acontece e tenho por óbvio que o resultado de uma pesquisa não pode ser contrário à expectativa daquele que a encomendou e pagou por ela. Por isso vou dar ênfase a uma indagação, perguntando a essa gente despudorada, como Geraldo Alckmin, Simone Tebet, Marina Silva e outros, se, depois de terem usado termos pejorativos, chamando Lula de corrupto, ladrão, etc, valeu a pena ter lambido aquilo que haviam vomitado, aliando-se ao algoz que acusaram, com o objetivo de pegar carona desse populista desonesto para chegarem ao poder, algo que, sem isso, não lograriam alcançar?
Sobre a gigantesca resposta que o povo brasileiro deu a essa esquerda pusilânime, que ora “respira por aparelhos” na política brasileira, o que tenho a dizer é que me parece que ela já tinha sido dada na eleição de 2022, tendo porém sido amordaçada pela fraude eleitoral que roubou do então presidente Jair Bolsonaro o direito à reeleição, respaldado pelos acampamentos na frente dos quartéis, pelas motociatas e pelas enormes manifestações populares que coloriam as ruas e avenidas de verde e amarelo, do Chuí ao Caburaí. É Claro que eu não tenho como provar que a referida fraude aconteceu, mas me reservo o direito de desconfiar que tenha acontecido, baseado nos fatos já citados e também nas ações do então ministro Barroso que, na condição de presidente do TSE, na época. empenhou-se junto ao Congresso no sentido de que o projeto do voto impresso auditável não fosse aprovado, vangloriando-se depois, numa palestra, com a expressão “derrotamos o bolsonarismo”.
Caso alguém ache que “estou vendo chifres em cabeça de cavalo”, ao declinar essa opinião, deixo aqui, para meditação, esse texto que postei nas redes sociais: “Se Flávio Bolsonaro vencer esta eleição – e eu acredito que ele vencerá – fica praticamente provado que a eleição de 2022 foi roubada. Ora, se o filho de Jair Bolsonaro ganhou de um presidente, sem encher avenidas como o pai em 2022, não há como justificar a derrota de seu pai para um ex-presidiário solto por imposição do STF e não por ter sido inocentado”.

Lino Tavares é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor

