O que é o Foro de São Paulo

O Foro de São Paulo foi fundado por Luiz Inácio Lula da Silva e o já falecido Fidel Castro em 1990, mas, mesmo após estes 36 anos de atuação e longa exposição na mídia e na internet, há ainda muitas pessoas que não conhecem e não sabem o que é o Foro de São Paulo.

Há inúmeros líderes da esquerda latino-americana, ex-guerrilheiros e grupos acusados de narcoterrorismo no histórico de composição desta entidade.

Raúl Reyes, líder guerrilheiro colombiano, admitiu no passado, durante visita realizada à Venezuela, que as FARC formavam parte do comando do Foro de São Paulo.

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O Foro de São Paulo foi fundado por Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro em 1990

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Vejamos um resumo do que é o Foro de São Paulo escrito pelo analista político e escritor venezuelano Alejandro Peña Esclusa:

 

Depois da queda do Muro de Berlim em 1989 e da derrubada do comunismo na ex-União Soviética, Fidel Castro decidiu substituir o apoio que recebia do Bloco Oriental pelo de uma transnacional latino-americana. Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro convocou em 1990, junto com Luiz Inácio “Lula” da Silva, todos os grupos guerrilheiros da América Latina a uma reunião na cidade de São Paulo.

Além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, acudiram ao chamado o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua; a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG); a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador; o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México; e várias dezenas mais de grupos guerrilheiros e partidos de esquerda da região que iam se juntando ao longo dos anos, como o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) do México.

Ali decidiram formar uma organização que se autodenominou Foro de São Paulo. Para dirigi-lo centralizadamente, criaram um Estado-Maior civil, dirigido por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado-Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, o líder sandinista Daniel Ortega, e no qual teve um papel importante o argentino Enrique Gorriarán Merlo. Gorriarán Merlo foi fundador do Exército Revolucionário do Povo (ERP) e posteriormente do Movimento Todos pela Pátria (MTP).

Gorriarán Merlo é o autor do ataque terrorista de janeiro de 1989 ao regimento de infantaria La Tablada, em Buenos Aires, no qual morreram 39 pessoas, e foi quem encabeçou a esquadra que assassinou Anastasio Somoza em Assunção, Paraguai, em setembro de 1980. Gorriarán Merlo também organizou a maquinaria militar do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), o mesmo que tomou a residência do embaixador japonês em Lima.

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O Foro de São Paulo foi fundado por Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro em 1990, mas mesmo após estes 36 anos de atuação e longa exposição na mídia e na...

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Alejandro Peña Esclusa é o presidente da Fuerza Solidaria, a ONG que organizou os protestos populares contra os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro na Venezuela (tendo sido, inclusive, perseguido e preso político do regime chavista em El Helicoide por denunciar as conexões do Foro).

O Foro de São Paulo realiza reuniões periódicas sediadas nos países membros — tendo chegado a quase 30 edições ao longo de mais de três décadas —, mantém um sistema de comunicação permanente e articulado, além de historicamente difundir publicações como a revista “América Livre”. A partir de 2019, a organização passou a contar com um braço complementar de articulação diplomática e jurídica da esquerda continental: o Grupo de Puebla.

Segundo denúncias de opositores e investigações sobre grupos radicais associados, para financiar parte das atividades de movimentos extremistas ligados ao Foro de São Paulo, a captação de recursos na região envolveu historicamente extorsão, sequestro, invasão de fazendas, roubo de gado, assaltos a bancos, transportadoras de valores e grandes empresas, cobrança de “impostos” revolucionários, pirataria, narcotráfico, contrabando de armas, tráfico de pessoas e uma infinidade de atividades ilícitas praticadas por narcotraficantes, narcoterroristas e grupos guerrilheiros.

Como o marxismo clássico da década de sessenta foi rechaçado pela população da América Latina e pelas Forças Armadas, este grupo resolveu inovar sua atuação. Adotaram como armas e ferramentas políticas o aparelhamento da demarcação indígena, a criação de territórios quilombolas, um ecologismo radical, as pautas identitárias e o apoio em duas correntes teológicas: uma voltada à Igreja Católica, chamada Teologia da Libertação — liderada historicamente por Frei Betto, pelo falecido cardeal Paulo Evaristo Arns e por Leonardo Boff —, e outra no meio evangélico, chamada Teologia da Missão Integral, liderada, entre outros, pelo pastor Caio Fábio, o já falecido Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz, Carlos Queiroz, Paulo Capelletti, Pastor Carlos Bezerra Jr. e Marcos Botelho.

O indigenismo aparelhado prega a luta indígena pelos seus direitos, mas na prática muitas vezes serve para demarcar terras ricas em minerais estratégicos e metais nobres, impedindo a exploração econômica nacional deste material. Além disso, as demarcações avançam sobre terras produtivas, prejudicando a produção agrícola e pecuária — ainda que o Congresso Nacional brasileiro tenha reagido recentemente com a aprovação da Lei do Marco Temporal, enfrentando forte resistência do Executivo e do Judiciário. Em alguns países, áreas isoladas são utilizadas para formação e treinamento de grupos guerrilheiros, como o Exército Zapatista de Libertação Nacional, além da promoção do separatismo sob o conceito de “Estado Plurinacional”, argumentando que os territórios ocupados pelas tribos indígenas são soberanos e independentes do Estado nacional.

O movimento ecológico radical avança restringindo o produtor rural de utilizar sua área agricultável e/ou de pasto, obrigando-o a reservar grandes parcelas da propriedade sob rígidas travas burocráticas, criando problemas diversos e, por vezes, impedindo o avanço, a conclusão e/ou a realização de projetos importantes para o escoamento da produção rural e o desenvolvimento da região (como o caso emblemático da rodovia BR-319 e da Ferrogrão). Há inúmeras estradas em condições hiperprecárias, onde prefeituras e governos enfrentam barreiras para corrigir os problemas devido a interpretações extremas da legislação ambiental.

Novas estradas, pontes e rodovias encontram infinitas dificuldades para serem construídas, e empreendimentos empresariais, que em qualquer ramo de atividade geram diversos empregos, muitas vezes enfrentam entraves severos para serem construídos e/ou ampliados. Obras públicas de infraestrutura, ampliação de redes de água potável, exploração de petróleo (como na Margem Equatorial) e torres de distribuição elétrica e telefonia são frequentemente barradas ou judicializadas, e, quando autorizadas, têm seus custos multiplicados para adequação às exigências burocráticas.

Quando um grande produtor rural consegue ser altamente produtivo e eficaz seguindo todas as regras ambientais, esquivando-se de conflitos fundiários com áreas indígenas e quilombolas, ainda corre o risco de sofrer invasões do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) — cujas ações voltaram a ganhar fôlego com o chamado “Abril Vermelho” e motivaram uma CPI específica no Congresso Nacional em 2023. Críticos apontam que o objetivo real da cúpula do movimento nunca foi apenas a reforma agrária, mas sim a pressão política, a captação de recursos financeiros e, a partir de 1990, o fortalecimento da agenda do Foro de São Paulo.

Além deste caso citado acima, denúncias recorrentes apontam que, quando o governo avança na reforma agrária e distribui lotes sem a devida titulação definitiva (Títulos de Domínio) para os membros do movimento, lideranças locais acabam mantendo os assentados sob controle político ou promovendo a retomada e comercialização irregular das terras.

O movimento dos sem-teto, aqui no Brasil representado principalmente pelo MTST — cujo maior expoente, Guilherme Boulos, migrou do ativismo radical diretamente para a política institucional com o apoio do PT —, age de maneira semelhante nas áreas urbanas. Invade terrenos e prédios e pressiona o poder público e proprietários. Há diversas denúncias de que movimentos urbanos cobram taxas de manutenção de seus afiliados durante as ocupações e exercem controle sobre os contemplados nos programas habitacionais dos governos.

Historicamente, grupos guerrilheiros especializados em sequestro na América Latina repartiram recursos oriundos de resgates e atividades ilícitas para financiar redes revolucionárias ligadas aos regimes de Cuba, da Venezuela e a integrantes do Foro de São Paulo.

Há também o histórico de financiamento vindo de narcotraficantes internacionais, entre os quais se destacam as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) — que, mesmo após o acordo de paz de 2016 que transformou parte do grupo em partido político legalizado, mantiveram facções dissidentes (“Segunda Marquetalia” e “Estado-Maior Central”) ativas no narcotráfico sob a proteção do regime venezuelano e do Cartel de los Soles. Parte do dinheiro do tráfico de drogas e do contrabando de armas fortalece redes políticas ligadas ao Foro de São Paulo em troca de facilitação fronteiriça e políticas de desencarceramento ou flexibilização penal que beneficiam o crime organizado.

Já na década de 1990 (com reedições nos anos 2000), o investigador colombiano Jesús E. La Rotta publicou um livro intitulado “As Finanças da Subversão Colombiana”, no qual revelou os resultados de suas investigações sobre as fontes de financiamento das FARC, do ELN e do EPL.

Fazendo uso de numerosos gráficos e tabelas, La Rotta identificou seis formas ou modos gerais por meio dos quais os guerrilheiros colombianos obtinham entrada de dinheiro, a saber: a extorsão em menor escala, como os impostos revolucionários, o “bilhete” (boleteo) e a cobrança de pedágios, de onde obtinham um total de US$ 1.030.000.000 ao ano; a extorsão em grande escala a empresas nacionais e multinacionais nos diversos setores como o petroleiro, agrícola, pecuário, industrial, comercial e financeiro, de onde arrecadavam US$ 5.270.000.000 anuais; o abigeato ou roubo de gado, de onde recolhiam US$ 270.000.000 anualmente; os assaltos, por meio dos quais conseguiam US$ 400.000.000 ao ano; a pirataria, seja terrestre, fluvial, marítima ou aérea, que lhes rendia US$ 150.000.000 em depósitos anuais; e, finalmente, o narcotráfico, de onde obtinham US$ 1.130.000.000 ao ano.

Tudo isso somava US$ 8.250.000.000 (oito bilhões e duzentos e cinquenta milhões de dólares) ao ano, cifra muito superior aos orçamentos de todas as Forças Armadas Nacionais de todos os países andinos.

Todavia, La Rotta admitia que se tratavam de cifras da década de 1990, e explicava que:

“os grupos subversivos, em particular as FARC e o ELN, entraram em franco processo de substituição dos cartéis da droga desmantelados e que, cumprido tal processo, se fechará o círculo do enriquecimento quando incorporarem em plenitude o produto global do narcotráfico, que pode representar-lhes depósitos de dinheiro superiores”.

Poucos meses depois de haver sido publicado o livro de La Rotta, saiu o livro O Cartel das FARC, elaborado pelo major colombiano Luis Alberto Villamarín Pulido, o qual alega que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia constituíram o terceiro e mais poderoso cartel de drogas do planeta.

Embora já existissem provas da vinculação do ELN e das FARC com o narcotráfico, os documentos retidos em 31 de janeiro de 1996 das frentes 14 e 15 das FARC, por tropas da Brigada 12 em El Paujil (Caquetá), comprometeram ainda mais os guerrilheiros com o tráfico de drogas: apareceram as frequências de VHF e inúmeros telefonemas dos líderes do Cartel de Cali, assim como atas de reuniões entre as FARC e os narcotraficantes (provas que foram amplamente reforçadas anos depois, em 2008, com a apreensão dos computadores de Raúl Reyes no Equador). O livro está cheio de afirmações impressionantes, como esta:

“A infraestrutura do cartel das FARC tem todos os elementos de organização e controle próprios dos bandos de mafiosos que inundam o mundo civilizado com o tráfico ilícito de cocaína, com o agravante de que ameaçam camponeses, envolvendo-os com as milícias bolivarianas e o partido comunista clandestino. A ação dos delinquentes do cartel das FARC ultrapassa as fronteiras nacionais”.

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A nota à imprensa que disponibilizo abaixo foi escrita pelo então presidente do PSDB José Aníbal, em 2003, relatando o descontentamento do partido por não ter sido convidado para o XXII Congresso da Internacional Socialista, que aconteceu em São Paulo naquela data, provando que o PSDB é apenas mais um dos tentáculos do já podre comunismo Latino-Americano

Nota à imprensa do PSDB à Internacional Socialista

A nota à imprensa que disponibilizo abaixo foi escrita pelo então presidente do PSDB, José Aníbal, em 2003, relatando o descontentamento do partido por não ter sido convidado para o XXII Congresso da Internacional Socialista, que aconteceu em São Paulo naquela data, provando que a velha “oposição” do PSDB sempre foi parte do mesmo espectro ideológico da esquerda latino-americana — o que ficou definitivamente comprovado em 2022, quando o ex-tucano histórico Geraldo Alckmin se uniu a Lula como vice-presidente da República na mesma chapa eleitoral, selando o fim da antiga “estratégia das tesouras”.

Esta nota foi publicada originalmente no site do PSDB:

Nota à Imprensa

Só a ignorância pode explicar – sem, no entanto, justificar — o sectarismo presente à organização do XXII Congresso da Internacional Socialista, que acontece em São Paulo na próxima semana.

O encontro deixou de lado forças representativas do campo progressista brasileiro, em especial o PSDB, numa demonstração de manipulação partidária, oficialismo e desconhecimento de nossa realidade política que é de causar vergonha aos que, ao longo da história, empunharam as bandeiras nobres da Internacional Socialista.

A clara perda de representatividade para o evento no plano nacional é resultado direto da simbiose entre um partido que não se cansa de mostrar tentações totalitárias e uma Internacional Socialista cujo comando se mostra, no mínimo, manipulável.

Estamos falando do PT, legenda de traço conservador indisfarçável, patente nas alianças que mantém com as piores oligarquias, no uso do marketing mais populista, no desprezo por conquistas sociais como o reforço das verbas para a saúde pública, no desrespeito a princípios básicos de proteção ao meio ambiente, na burla à ética pessoal mais óbvia que se exige do administrador público, no aparelhamento desenfreado da máquina estatal.

Nada disso, nem a oportunista declaração do presidente Lula de que nunca foi de esquerda, impediu o PT de ser elevado à condição de anfitrião do congresso de São Paulo.

Com a agravante de que o ideologicamente vacilante Partido dos Trabalhadores é apenas observador na Internacional Socialista e assim irá se manter. Ao PDT, membro efetivo da organização, não foi dada a condição de atuar como anfitrião. É bom lembrar: o PDT hoje está longe do poder central.

Que interesses fizeram com que a organização do congresso, capitaneada pelo secretário-geral Luis Ayala, se permitisse envolver pelo canto de sereia do PT-governo?

Chileno, Ayala deve ter conhecimento sobre os tantos quadros progressistas brasileiros — boa parte hoje do PSDB, mas também em outros partidos – que respaldaram e apoiaram seu povo contra a tirania de direita que assolou seu país.

Procurando boa-fé, acreditemos que o viés sectário e chapa-branca do encontro de São Paulo é resultado de mera ignorância sobre o contexto político brasileiro ou fruto de incapacidade de fazer julgamentos ideológicos minimamente consistentes.

O fato é que, depois do ocorrido, expressões como representatividade, justiça, igualdade e, sobretudo, democracia, terão um pouco menos de significado cada vez que forem pronunciadas neste Congresso da Internacional Socialista.

José Aníbal

Presidente nacional do PSDB

 

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A UNASUL, União de Nações Sul-Americanas é uma organização intergovernamental composta pelos doze países da América do Sul e foi fundada dentro dos ideais de integração destes países para fortalecer a formação do tão sonhado Bloco socialista americano

O que é a UNASUL

A UNASUL (União de Nações Sul-Americanas) é uma organização intergovernamental idealizada para integrar os doze países da América do Sul e foi fundada dentro dos ideais de integração política destes países para fortalecer a formação do tão sonhado bloco socialista sul-americano (a chamada “Pátria Grande”).

Atuando em paralelo ao Mercado Comum do Sul (Mercosul), a iniciativa teve como inspiração ideológica a família Castro e Hugo Chávez, e como principal financiador do bloco o Brasil, especialmente via recursos do BNDES em obras de infraestrutura nos países vizinhos.

O Tratado Constitutivo da UNASUL foi assinado em Brasília em 23 de maio de 2008, durante a Terceira Cúpula de Chefes de Estado, onde se definiu a instalação da sede em Quito, no Equador, o Parlamento Sul-Americano em Cochabamba, na Bolívia, e a sede do seu banco, o Banco do Sul, em Caracas, na Venezuela.

O ex-presidente argentino Néstor Kirchner foi eleito em 2010 o primeiro Secretário-Geral da UNASUL, com mandato previsto de dois anos na sede em Quito, mas faleceu em outubro daquele mesmo ano.

Embora seus idealizadores neguem, a UNASUL funciona como uma das ferramentas diplomáticas para consolidar a hegemonia socialista na América Latina e blindar regimes autoritários como os de Cuba, Venezuela e Nicarágua. Entre 2018 e 2020, durante o avanço de governos conservadores na região (como o de Jair Bolsonaro no Brasil), o bloco foi praticamente extinto e esvaziado. Contudo, em abril de 2023, logo após retornar à presidência do Brasil, Lula assinou um decreto reintegrando oficialmente o país à UNASUL e tentando reativar o bloco em Brasília, com a presença do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Com o avanço da agenda do Foro de São Paulo e da UNASUL ao longo dos anos, a Venezuela consolidou uma ditadura socialista — mantendo-se no poder mesmo após as eleições presidenciais de julho de 2024, amplamente denunciadas pela oposição e pela comunidade internacional como fraudulentas —, ao lado dos regimes ditatoriais de Cuba e da Nicarágua de Daniel Ortega, provocando o êxodo de quase 8 milhões de venezuelanos que fugiram da fome e da repressão.

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O Foro de São Paulo foi fundado por Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro em 1990, mas mesmo após estes 36 anos de atuação e longa exposição na mídia e na...

Cenário atual (2026)

Atualmente, em 2026, o Foro de São Paulo vive um momento de intensa polarização, tentando sobreviver ao desgaste econômico e moral de seus governos diante do forte avanço da nova direita no continente e no mundo.

Fidel Castro morreu em 2016 e seu irmão, Raúl Castro, deixou o comando formal em Cuba para Miguel Díaz-Canel em meio à pior crise econômica e energética da história da ilha. No Brasil, após ter suas condenações na Operação Lava Jato anuladas pelo STF por questões processuais, Lula retornou à presidência em 2023 (e sediou o 26º Encontro do Foro de São Paulo em Brasília naquele mesmo ano), mas seu terceiro mandato enfrenta forte desgaste popular, crise fiscal e uma oposição conservadora consolidada no Congresso Nacional visando as eleições de 2026.

Na Argentina, a esquerda kirchnerista sofreu uma derrota histórica: a ex-presidente Cristina Kirchner teve sua condenação por corrupção confirmada pela Justiça argentina (Causa Vialidad), e o economista libertário Javier Milei venceu as eleições presidenciais, assumindo o poder no final de 2023, cortando relações com os regimes do Foro de São Paulo e retirando a Argentina de projetos globalistas e blocos alinhados à esquerda. No Uruguai, o ex-presidente Pepe Mujica faleceu em maio de 2025, encerrando o ciclo de uma das figuras mais conhecidas da velha guarda da esquerda sul-americana.

Na Bolívia, o Movimento ao Socialismo (MAS) entrou em colapso interno devido à disputa de poder entre Evo Morales (investigado por crimes graves em seu país) e Luis Arce, enquanto no Equador a direita liderada por Daniel Noboa e em El Salvador o presidente Nayib Bukele impuseram duras derrotas à agenda progressista e ao crime organizado. Na Colômbia, o primeiro presidente de esquerda da história do país, o ex-guerrilheiro do M-19 Gustavo Petro, chega ao fim de seu mandato em 2026 imerso em escândalos de financiamento de campanha e rejeição popular.

No Chile, após o segundo mandato do ex-presidente conservador Sebastián Piñera (2018–2022) — que faleceu tragicamente em um acidente de helicóptero em fevereiro de 2024 — e a desastrosa experiência do esquerdista Gabriel Boric (que viu sua tentativa de criar uma nova Constituição socialista ser rejeitada duas vezes pela população), a direita chilena retomou a liderança política do país no novo ciclo presidencial iniciado em 2026.

O retorno triunfal de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025, tendo Marco Rubio — histórico adversário dos regimes de Cuba, Venezuela e do Foro de São Paulo — como Secretário de Estado, mudou completamente o tabuleiro geopolítico em 2026. A pressão máxima americana sobre o regime de Nicolás Maduro e sobre os cartéis de drogas latino-americanos reacendeu a aliança conservadora no continente, enfraquecendo a influência do Foro de São Paulo e do Grupo de Puebla.

A guerra cultural e política na América Latina segue intensa, mas a exposição de décadas de corrupção, aparelhamento estatal e fracasso econômico das ditaduras apoiadas pelo Foro de São Paulo despertou uma reação conservadora sem precedentes na história da região.

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