Gracindo Júnior, ícone inesquecível da dramaturgia brasileira
Lino Tavares
Gracindo Júnior, ícone da “Velha Guarda” da dramaturgia brasileira, nos deixou dia 1º/09/2026, aos 83 anos, após trilhar uma trajetória de sucessos como ator, diretor e produtor de obras que marcaram época na televisão, no teatro e no cinema.
Epaminondas Xavier Gracindo era seu nome verdadeiro recebido da família que teve como patriarca o célebre ator Paulo Gracindo.
Estreou profissionalmente em 1962, participando da montagem original de A Escada, de Jorge Andrade, com direção de Ivan de Albuquerque, pelo Teatro do Rio.
Nos anos 1980, trabalhou com menos frequência em teatro, e dedicou-se mais à televisão.
Entre as suas realizações cênicas destacaram-se um show em homenagem a seu pai, Paulo Gracindo, Meu Pai, que ele escreveu, dirigiu e produziu em 1981, e a sua participação no elenco de Obrigado Pelo Amor de Vocês, de Edgard Neville, com direção de Antônio Mercado, 1987, que fez longa temporada no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Lisboa.
Também trabalhou como diretor do humorístico Os Trapalhões entre 1983/84.
Na década de 1990, atuou em Black Out, de Frederick Knott, com direção de Eric Nielsen, em 1996 e, ao lado de Marília Pêra, em O Altar do Incenso, de Wilson Sayão, dirigido por Moacir Chaves, 1999.
Gracindo Júnior figurou sempre no primeiro escalão dos grandes atores brasileiros, constituindo-se num exemplo notável de talento, abnegação e coragem a todos quantos se sintam vocacionados a
fazer de suas vidas um sacerdócio na doce arte de representar.

Gilberto Vieira de Sousa é Jornalista (MTB 0079103/SP), Técnico em Sistemas de TV Digital, Fotografo Amador, Radioamador, idealizador e administrador dos sites GibaNet.com, AssessoriaAnimal.com.br e cotajuridica.com.br, jornalista no Programa Lira em Pauta, Correspondente internacional na Rádio Vai Vai Brasile Italia FM, jornalista no Programa Meio Ambiente com Renata Franco.

