Gilberto Vieira de Sousa
A Igreja Católica
O catolicismo é o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada. Nenhuma história conta mais sobre os últimos 2 000 anos da presença humana no planeta do que a da Igreja Católica.
O termo católico deriva do grego katholikos, que quer dizer universal, exprimindo, pois, a ideia de uma igreja que pode levar a salvação a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo.
A sua doutrina baseia-se na canonização dos cristãos que se tornaram mártires na defesa da fé ou que tenham realizado atos milagrosos, reconhecendo-os como “santos”.
Seus fiéis veneram estes “santos” como intermediários entre os homens e Deus.
A dogmática Maria, mãe de Jesus Cristo, a Imaculada Conceição, teria vivido sem pecado e concebido seu filho virgem. Considerada a principal intermediária entre os católicos e seu filho divino, teria ascendido aos céus em corpo e alma.
A veneração aos santos e os dogmas marianos são dois dos principais pontos que distinguem os católicos romanos dos demais cristãos, especialmente os protestantes ou autoditos evangélicos.
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O menor País do Mundo
A Igreja Católica Romana tem uma rígida hierarquia, centrada na autoridade do Papa, que é eleito por um colegiado superior de prelados. O chefe supremo da Igreja Católica, considerado “infalível” desde 1870, também é chamado de Pontífice Romano ou Sumo Pontífice. Sua veste habitual é a sataina branca. Entre os ornamentos que lhe são reservados, merecem destaque a tiara e o anel de São Pedro. É também soberano do Estado do Vaticano, tem um corpo diplomático e tem como seu principal colaborador o Secretário de Estado.
A sede da Igreja Católica Romana fica no Vaticano, um pequeno Estado independente no centro de Roma, Itália.
O Estado da Cidade do Vaticano, com seus 44 hectares de superfície, é o menor e o menos populoso país do mundo e se encontra dentro da cidade de Roma, Itália, separado com cerca de 4 quilômetros de fronteira, foi fundado com o Pacto de Latrão, firmado entre a Igreja e o governo italiano, através de Benito Mussolini, em 11 de fevereiro de1929, durante o pontificado de Pio XI, encerrando uma luta de seis décadas depois do desmoronamento dos Estados Pontifícios.
O Pacto de Latrão foi assinado pelo Cardeal Gasparri, o então Cardeal Secretário de Estado da Santa Sé. Por esse tratado, o governo italiano reconhecia o Vaticano como Estado soberano. Por seu lado, a Santa Sé cedia à Itália todas as terras dos antigos Estados Pontifícios, que o Papa havia governado desde o século V até 1870, quando o Piemonte tomou à força os territórios pontifícios. Entre 1870 e 1929, os Papas se consideravam prisioneiros no Vaticano, com relações cortadas com o Estado italiano, que conquistara Roma pela força.
Os Papas
Em 609 foi instituído o papado, com poder central, mantendo sob suas rédeas toda a hierarquia romana. Em 1074, Gregório VII criou o celibato, proibindo o casamento para os papas. No ano seguinte, os padres casados se divorciaram. Em 1303, a Igreja Católica Apostólica Romana proclamou-se a única e verdadeira e só nela o homem encontraria a salvação. Em 1864 a autoridade do papa foi declarada sobre toda a Igreja, em concílio realizado no Vaticano e no ano de 1870 foi declarada a “infalibilidade” do Papa. Das organizações do tempo do Império Romano, o Papado foi a única que sobreviveu.
Na Lista de todos os Papas da Igreja Católica, entre os sucessores de “São Pedro” até o 267º.- Francisco, ou Franciscus (Jorge Mario Bergoglio) foram 212 italianos, 17 franceses, 11 gregos, 6 sírios, 6 alemães, 3 espanhóis, 3 norte-africanos, 2 dálmatas (croatas), 2 portugueses, 1 inglês, 1 neerlandês, 1 cretense (grego), 1 polaco e 1 argentino.
Desde a Idade Média os papas são eleitos por um colégio especial de cardeais. Com o decreto de Gregório X, no início do século XIII, o conclave torna-se uma votação secreta para evitar a interferência de pressões externas. Atualmente existem cerca de 150 cardeais no mundo, dos quais aproximadamente 120 têm direito a votar.
A escolha do novo papa começa com uma missa solene na Basílica de São Pedro. Depois, os cardeais se dirigem à Capela Sistina, onde é realizada a eleição, que pode durar vários dias. Durante esse processo, eles ficam incomunicáveis e são proibidos de deixar o local da votação.
Nesta lista sucessória tradicionalmente aceita pela Igreja Católica, com indicação dos seus anos de papado, encontram-se algumas curiosidades, especialmente na numeração. Por exemplo, nunca houve um papa com o nome de João XX, nem Martinho II e III, ou um Bento X. Os nomes mais comuns são João (21), Gregório (16), Bento (14), Clemente (14) e Inocêncio e Leão (13).
Outras curiosidades interessantes:
1 – Nas listas em português Estêvão e Estéfano representam o mesmo papa assim como Benedito e Bento;
2 – Entre a morte de Clemente IV em 1268 e a indicação de Gregório X em 1271, decorreu o mais longo “período eleitoral”;
3 – Bento IX assumiu a Igreja católica três vezes: entre 1032 e 1044 (quando foi deposto), em 1045 (renunciou após um mês) e entre 1047 e 1048;
4 – Ao assumir o pontificado, em 1978, o papa polonês Karol Wojtyla adotou o nome de João Paulo II e tornou-se no primeiro não italiano eleito para o cargo em 456 anos e, sob sua liderança, a Igreja Católica pôs em dúvida a infalibilidade papal ao, por exemplo, admitir pioneiramente ter cometido erros durante a Inquisição.
Nas listas papais sempre aparecem nomes de antipapas, para a Igreja falsos papas, usurpadores da jurisdição do legítimo.
Os verdadeiros antipapas foram Hipólito (222-235), Novaciano (251-258), Eulálio (418-419), Lourenço (498-505), Dióscoro (530), Teodoro II (687), Pascoal I (687-692), Constantino II (767), Filipe (767), João VIII (844), Anastácio III (855) e João XVI (993). Bonifácio VII (974/984-985) aparece para uns historiadores como antipapa e para outros especialistas como um pontífice eleito paralelamente.
Urbano VI (1378-1389), não pôde evitar os antipapas de Avinhão, Clemente VII (1378-1394) e Bento XIII (1394-1423), que criaram o Cisma do Ocidente, que durou mais de 40 anos. Como papa Gregório XII (1406-1415) viveu o período mais triste do cisma avinhonense, com três sedes papais: Ele, em Roma, Bento XIII, em Avinhão (1394-1423), e Alexandre V, em Pisa (1409-1410).
Ao Concilio de Pisa (1409), nem Alexandre nem Benedito compareceram e ambos foram considerados depostos.
No Concílio de Cividale del Friuli, próximo a Aquileia (1409), Bento e Alexandre foram acusados de cismáticos, de cometer perjúrios e de serem devastadores da Igreja. Quando Alexandre morreu (410), os cardeais de Pisa elegeram o antipapa João XXIII (1410-1415).
Algumas listas também consideram antipapas Félix II (353-365), Ursino (366-367), Cristóvão (903-904) e Félix V (VI) (1439-1449).

Gilberto Vieira de Sousa é Jornalista (MTB 0079103/SP), Técnico em Sistemas de TV Digital, Fotografo Amador, Radioamador, idealizador e administrador dos sites GibaNet.com, AssessoriaAnimal.com.br e cotajuridica.com.br, jornalista no Programa Lira em Pauta, Correspondente internacional na Rádio Vai Vai Brasile Italia FM, jornalista no Programa Meio Ambiente com Renata Franco.
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OLÁ GIBA…TUDO BEM CONTIGO !!!!! GOSTARIA DE SABER SE TEM ANGUNS DADOS DE PADRES E BISPOS COM OS SOBRE NOMES….BERTONCINI OU DE MAIO,DI MAYO NA CURIA ROMANA ENTRE OS SÉCULOS X ATÉ XX….EXCELENTE ESTE TEU BRABALHO COM A CURIA ROMANA….ABRAÇOS
Gostei muito do seu trabalho.É interessante por muitos motivos,mas para mim, como católico romano,a grande importância está na sucessão apostólica que liga o Senhor Jesus (fundador da Igreja) a Pedro ( primeiro papa), e este, ao atual papa Bento XVI.
Olá Clovis
Fico contente que tenha gostado, mas sugiro a você que leia os seguintes artigos e se tiver qualquer dúvida, pesquise junto a instituições de historia sérias.
Eis os links:
https://www.gibanet.com/2011/12/18/o-que-e-o-estado-do-vaticano/
https://www.gibanet.com/2008/10/12/religiao-parte-2-a-igreja-catolica/
Boa leitura
E além da quantidade de papas, a igreja Católica traz consigo um monte de histórias impressionantes.
Procure as obras de arte das igrejas pelo mundo afora, você vai ficar boquiaberta.
Muito obrigado por sua visita e comentário.
Sinta-se sempre bem vinda Aparecida.
Um grande abraço
Sou Católica e confesso só agora tive curiosidade de saber quantos e quais os Papas já passaram pela Igreja. Estou surpresa, pois, é muito mais do que eu imaginava. Parabéns a você Gilberto por essa matária. Abraço.
Obrigada pelo conselho, acredito que terei que estudar mais a história p/ poder ter esse entendimento.
Boa noite Giba.
Rose, eu sou apaixonado por história e acredito que, apenas estudando a história é que podemos entender o que e o porque algumas situações acontecem hoje.
Estudando a história também nos dá bagagem para não cairmos em determinadas armadilhas e também não sermos enganados.
Um grande abraço
Giba
Giba, vejo que gosta de história e literatura, desde o tempo de escola não havia lido à respeito, mas hoje lendo o artigo me fez voltar atrás e ler algumas informações sobre o assunto.
Gosto disso, obrigada
Abraço